Liga Europa: Bolonha surpreende e elimina Roma no prolongamento (3-4)

Liga Europa: Bolonha surpreende e elimina Roma no prolongamento (3-4)

Roma 3-4 Bolonha (depois do prolongamento)

Após o empate 1-1 na primeira partida no DallAra, a Roma acolheu o Bolonha numa partida que se anunciava equilibrada. O acesso aos quartos de final da Liga Europa estava em jogo. O encontro iniciou de maneira tensa e defensiva: os giallorossi procuraram tomar as rédeas, ao passo que os rossoblù ameaçaram cedo através de Rowe, que por pouco não controlou a bola dentro da grande área.

Com o decorrer do tempo, os giallorossi aumentaram a intensidade, progredindo no relvado e gerando diversas chances, mas foram os rossoblù a abrir o marcador: Castro ofereceu o passe a Rowe, que finalizou com o pé direito superando Svilar e dando vantagem ao Bolonha.

A Roma abalou com o golo, mas respondeu com garra, equalizando por intermédio de um cabeamento de Ndicka num canto executado por Pellegrini. Antes disso, o mesmo número 7 da equipa giallorossi estivera próximo de marcar num remate direto de bola parada, com a esfera a acertar no poste.

A partida continuou viva, com lances para as duas formações. Os rossoblù mantinham ameaça nos contra ataques, enquanto os giallorossi persistiam na busca pela frente. No entanto, já próximo do final da primeira metade, o Bolonha voltou a festejar: um penalti transformado por Bernardeschi recolocou os forasteiros em vantagem, terminando o período inicial com 1-2.

No regresso dos balneários, a Roma esforçou se logo para equilibrar, atacando de forma insistente e testando com um tiro de Malen, mas enfrentando um vigilante Ravaglia. Os giallorossi prosseguiram a ofensiva, porém os rossoblù defenderam com solidez e até ampliaram: Castro recuperou uma bola à beira da área e desferiu um potente remate com o direito, fixando o 1-3.

Com dois golos de desvantagem, a Roma intensificou ainda mais os assaltos à baliza contrária, visando reverter a eliminatória. A chance surgiu num penalti marcado por infração sobre Vaz: Malen cobrou e enganou Ravaglia, diminuindo a contagem. Os giallorossi não desistiram, criando perigo num livre de Pellegrini, mas Ravaglia interveio com uma defesa notável.

No entanto, a Roma manteve a combatividade. E depois de uma rápida progressão pela ala direita de Vaz, Pellegrini recolheu a posse à entrada da área e efetuou um tiro preciso com o esquerdo, que resultou no 3-3. Nos instantes derradeiros, os giallorossi foram impulsionados por um Estádio Olímpico em delírio, confiante num quarto golo para virar o jogo.

A oportunidade mais clara, contudo, foi dos adversários, com Freuler, bem assistido por João Mário, a surgir na área em boa posição e rematar com o esquerdo, mas de forma fraca, facilitando a intervenção de Svilar. Para resolver o apuramento, recorreu se ao prolongamento, embora nos primeiros 15 minutos não houvesse grandes momentos, salvo um disparo longínculo de Celik, desviado para canto por Ravaglia.

Na segunda fração do tempo extra, Orsolini foi parado de modo correto por Mancini quando se dispunha a finalizar dentro da área após uma jogada bem construída. Os felsinei, ainda assim, mantiveram o ânimo e, aos 111 minutos, a ligação entre Dallinga e Cambiaghi, ambos entrados recentemente, permitiu ao segundo surgir na área e concluir com exatidão pelo poste esquerdo, introduzindo a bola.

O 3-4 abateu a Roma, que se viu forçada a expor se mais, ficando vulnerável a contra ataques perigosos. Os da casa esgotaram as forças e a perspetiva de decidir nos penáltis desvaneceu com o tempo. Uma investida de Vaz, levemente retida por Lucumí, não mereceu penalti.

Numa partida repleta de emoção, a formação rossoblù triunfou num dérbi disputado e prolongado, tornando se a única italiana em competição europeia ao lado da Fiorentina, e assegurando o lugar nos quartos de final da Liga Europa.