Liga dos Campeões: PSG tenta conquistar o bicampeonato europeu em Budapeste
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A equipa de Luis Enrique, repetindo o formato do ano anterior, quando venceu o Inter Milão por 5-0 em Munique e se tornou campeã europeia pela primeira vez, disputa agora a terceira final da sua história. A anterior chegada ao jogo decisivo foi em 2019/20, no Estádio da Luz, onde perdeu 1-0 para o Bayern de Munique.
O PSG construiu uma temporada assente no domínio interno e na eficácia a nível europeu.
No campeonato francês, liderado pelo atual vencedor da Bola de Ouro, Ousmane Dembélé, e com um quarteto de jogadores portugueses (Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos), o clube parisiense garantiu o quinto título consecutivo, o décimo nas últimas 12 épocas.
O percurso na Europa começou antes da Champions, com a conquista inédita da Supertaça Europeia, frente ao Tottenham, vencendo por 4-3 nos penáltis, após um empate 2-2 no prolongamento.
Contudo, a fase de liga da prova milionária mostrou um PSG inconsistente, que terminou no 11.º lugar e teve de disputar o play-off para chegar aos oitavos de final.
Ainda assim, a equipa chega à final com o Arsenal tendo o melhor ataque da competição, com 44 golos marcados, um feito que alimenta a ambição parisiense de renovar o título europeu, apesar dos 22 golos sofridos.
Em Paris, no Parque dos Príncipes, a estreia foi avassaladora, com um 4-0 à Atalanta, em setembro, antes da derrota por 2-1 em Camp Nou frente ao FC Barcelona.
Seguiu-se uma das exibições mais marcantes da temporada europeia, com um triunfo por 7-2 na Alemanha diante do Leverkusen.
Em novembro, o Bayern Munique venceu em Paris por 2-1, mas o PSG respondeu com um vibrante 5-3 frente ao Tottenham.
O empate sem golos em Bilbau com o Athletic antecedeu a derrota por 2-1 no Estádio José Alvalade diante do Sporting, fechando a fase de liga com um empate 1-1 frente ao Newcastle.
No play-off, o PSG superou o Mónaco com um agregado de 5-4, após vencer por 3-2 no Principado e empatar 2-2 em casa.
A partir daí, a equipa entrou numa espiral de autoridade competitiva: nos oitavos, goleou o Chelsea por 5-2 em Paris e 3-0 em Londres; nos quartos, venceu o Liverpool por 2-0 nas duas mãos; e nas meias-finais protagonizou uma das eliminatórias mais épicas da competição, derrotando o Bayern por 5-4 em Paris e segurando um 1-1 em Munique.
William Pacho, Nuno Mendes, Vitinha e Warren Zaïre-Emery foram utilizados nos 16 encontros do PSG na Liga dos Campeões.
Já o avançado georgiano Khvicha Kvaratskhelia destacou-se como melhor marcador, com 10 golos, seguido de Vitinha, autor de seis.
Com 16 jogos disputados (10 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas), o PSG chega à final com o estatuto de melhor ataque da prova e a ambição de conquistar o segundo título europeu consecutivo.
Na Hungria, os comandados por Luis Enrique vão encontrar um Arsenal que apresenta o sexto melhor ataque da competição, com 29 golos, e que regressa à final 20 anos depois. A equipa londrina teve a sua melhor campanha em 2005/06, quando chegou à final em que foi derrotada pelo FC Barcelona por 2-1.
O duelo entre PSG e Arsenal disputa-se sábado, às 20:00, na Puskas Arena, em Budapeste, e terá arbitragem do alemão Daniel Siebert.