Liga dos Campeões: PSG com Kvara como herói europeu avança em Munique e alcança a final (1-1)

Liga dos Campeões: PSG com Kvara como herói europeu avança em Munique e alcança a final (1-1)

Reviva os momentos chave da partida

Recentemente, ficava fresco na mente o gosto de um dos jogos mais memoráveis de todos os tempos, disputado entre franceses e alemães no Parque dos Príncipes, apenas sete dias antes. Esperar por algo parecido parecia improvável. E assim foi, embora por um breve instante tenhamos acreditado, pois certas essências não se ocultam.

Aos dois minutos, surpreendendo o Bayern que iniciava determinado a reverter cedo o prejuízo, Kvaratskhelia avançou pela ala esquerda, infiltrou-se isolado na grande área e pausou o tempo até Dembélé finalizar Neuer, marcando o 0-1.

Após uns instantes de confusão, os jogadores de Kompany reorganizaram-se e aproximaram-se da baliza de Safonov, ainda que sem muita acutilância. Olise e Luis Díaz destacavam-se como os mais perigosos. Contudo, do lado oposto, encontrava-se Kvaradona em excelente momento. O encanto manifestava-se sempre que o georgiano tocava na bola. Razão pela qual Fabián, Neves e Vitinha insistiam em o envolver.

Apesar da vantagem de dois golos na eliminatória, os franceses não podiam descuidar-se face a um colosso voraz que tudo fez para reconquistar depressa a sua posição de força. Os mencionados Olise e Díaz andaram perto do golo. Naquela noite épica em Paris, onde tudo resultava, sem dúvida o teriam feito. Mas também o poderia ter sido o remate de cabeça de João Neves, novamente o mais baixo no salto, que forçou Neuer a uma das suas defesas exemplares, o que não é pouco.

Pressão sem frutos

Percebendo que o plano táctico não bastava, os alemães passaram a influenciar o árbitro João Pinheiro, que resistiu firme. Decisão acertada, já que isso compeliu os donos da casa, depois de uns minutos de queixas excessivas e infundadas, a regressarem aos seus vastos recursos técnicos. Encostaram o PSG, que se via desconfortável, e que se fiou em Safonov nos derradeiros momentos do primeiro tempo. O guardião russo brilhou com duas defesas notáveis, nomeadamente num disparo arriscado de Musiala.

Os comandados de Luis Enrique sabiam bem como o Bayern entraria a todo o gás na segunda metade em busca do golo que infundisse esperança. Assim, os seus atletas, bem organizados, não cederam espaço aos rivais. Sempre um defesa a marcar Kane, sempre apoios aos defesas laterais para conter Luis Díaz e Olise... E ainda sobrou tempo para forçar Neuer a duas intervenções cruciais em remates astutos de Doué e Kvaratskhelia.

Para o PSG, foi uma situação invulgar, mas pouco afectou a ausência de controlo da bola. Claramente dominadores nos lances defensivos, os minutos escoavam sem que o Bayern os perturbasse. E não faltaram esforços, isso é certo. E conforme os locais se teimavam e amontoavam elementos no ataque final, criavam-se brechas ideais para encerrar a contenda em transição rápida. Quase, mas este duelo das meias finais pedia um pouco mais de suspense. E aos 90+4, a um minuto do fim, Kane rodou e igualou para 1-1.

Não sobrou tempo para reviravoltas e o PSG regressa à final da Liga dos Campeões, agora contra o Arsenal.