Liga dos Campeões: Gyökeres marca e Arsenal empata com Atlético Madrid (1-1)

Liga dos Campeões: Gyökeres marca e Arsenal empata com Atlético Madrid (1-1)

Atlético Madrid 1-1 Arsenal

O dia tão aguardado pelo Atleti finalmente chegou. A primeira partida das meias-finais contra o Arsenal, com uma atmosfera inesquecível nas bancadas. Os fãs rojiblancos saudaram os jogadores com rolos de papel higiénico, evocando a final argentina de 1978, possivelmente como tributo à forte presença da albiceleste no elenco.

Era o encontro que todos ansiavam presenciar, aquele que ocupava os pensamentos de toda a família rojiblanca desde a vitória na Taça. Até o Rei em pessoa sentou-se ao lado do presidente Almeida na tribuna para apreciar, ou quem sabe padecer, num jogo repleto de promessas.

Simeone contava com quase todo o elenco disponível, exceto os lesionados Giménez, Barrios e Nico González. O Cholo recuperou Hancko e Lookman, posicionando Cardoso no meio-campo junto a Koke.

O Atleti dominou os instantes iniciais, mas o primeiro alarme veio do Arsenal, numa ação de Madueke que nem Martinelli nem Hincapié lograram concluir devido a um emaranhado.

A réplica veio através de Julián Álvarez. O argentino disparou um tiro vigoroso à beira da área, mesmo cercado por diversos adversários ingleses, e David Raya, com uma defesa notável, repeliu a bola para o canto.

Num contra-ataque orquestrado por Arteta, Odegaard esteve perto de abrir o marcador, mas Johnny Cardoso surgiu para interceptar. Ademais, os londrinos reclamaram falta na área por um toque entre Koke e Gabriel, sem qualquer irregularidade real. O Arsenal organizava-se solidamente na defesa, enquanto o Atleti insistia. Um centro de Ruggeri foi cabeceado por Julián Álvarez para fora da barra.

Do outro lado, uma infiltração solo de Noni Madueke culminou num remate de pé esquerdo do antigo chelseano rente ao poste. O Atleti buscava explorar a rapidez, num avanço de Giuliano que visou Griezmann, mas a retaguarda inglesa bloqueou e Julián não rematou como desejava.

O ritmo elevou-se e um toque leve de Hancko sobre Gyökeres na área foi considerado penálti. Não aparentou ser uma infração evidente o suficiente. O sueco cobrou com força dos onze metros e venceu Oblak.

Trata-se do primeiro tiro ao alvo do Arsenal no jogo inteiro. Um golpe inesperado para o Atleti ao intervalo, onde Simeone trocou o filho por Le Normand, elevando Marcos Llorente ao meio-campo. Os rojiblancos regressaram ao segundo tempo com dupla chance: um disparo forçado de Lookman que Raya parou e uma tentativa de lob de Griezmann na recarga, que saiu por cima.

Logo a seguir, um remate de Marcos Llorente à entrada da área acertou na mão de Ben White. O juiz, que no início ignorou a infração, consultou o VAR e concedeu penálti. Julián Álvarez assumiu e acertou com um chute potente.

O Atleti ganhava ímpeto, ao passo que Arteta introduziu Eze no lugar de Odegaard. Nas bancadas ecoava o "Te quiero Atleti" na melodia de Pipi das Meias Altas. E numa jogada originada por Lookman, Griezmann, já desequilibrado, acertou no poste. A equipa de Simeone pressionava o Arsenal e dispôs de dois tiros por cima em ações de alta pressão, um do francês e outro de Lookman. No intervalo, Julián quase fez um golo direto. Raya impediu. Arteta optou por tripla alteração: saíram Martinelli, Madueke e Gyökeres, entraram Gabriel Jesus, Saka e Trossard.

O jogo fluía num só sentido e os rojiblancos caçavam o segundo. Lookman teve a meta aos pés após passe de Llorente, mas Raya agarrou sem esforço. Noutro lance, o nigeriano resvalou.

Julián Álvarez, com queixas físicas, saiu para Baena entrar. O Arsenal, que se mostrava inferior ao Atleti, aproximou-se da área rojiblanca e obteve penálti assinalado pelo árbitro, num contacto entre Hancko e Eze. Como o anterior, tratou-se de uma decisão austera por um toque mínimo. Contudo, o VAR interveio e Danny Makkelie anulou a marcação.

Cristhian Mosquera substituiu White e criou uma boa chance, mas Oblak defendeu. Simeone colocou Nahuel Molina por Cardoso. Rice teve chance para o Arsenal, mas já no acréscimo a maior oportunidade calhou a Nahuel Molina, que quase repetiu um dos seus golos memoráveis com um remate de direita que quase enganou Raya. Antes, Lookman falhou por pouco um cabeceamento de Baena.

No fim, igualdade a um no Metropolitano, deixando o desfecho aberto para o segundo jogo, na terça-feira vindoura no Emirates. Promete ser outro embate electrizante.