Liga dos Campeões: Cabia penalti quando Pubill reteve a bola à mão em saída de baliza?
Trata-se de uma controvérsia que já acende os ânimos na Catalunha: cabia penalti e expulsão para Marc Pubill ao minuto 55?
Após um remate falhado de Fermín López, Juan Musso executou a reposição de bola para o seu defesa central, que entrara no lugar de David Hancko, lesionado aos 31 minutos. Contudo, o espanhol reteve a bola com a mão para a posicionar na linha dos 5,50 metros e reiniciar o lance que o guarda redes já havia posto em movimento.
Para o ex árbitro internacional Eduardo Iturralde, agora comentador na Cadena SER, devia ter sido marcado penalti. Como a mão intencional merece cartão amarelo, isso implicaria vermelho para Pubill, que já fora admoestado antes do intervalo e ficaria suspenso para o segundo jogo.
Um incidente similar aconteceu com o Aston Villa na Liga dos Campeões contra o Club Brugge em novembro de 2024. Todavia, o árbitro István Kovács não interveio e o VAR também não o convocou, apesar das reclamações do banco blaugrana. "É um erro gravíssimo, um falhanço técnico colossal, afirmou Iturralde. Não se resume a interpretação. O árbitro viu tudo. Não se trata de um jogo de juniores, mas da Liga dos Campeões! Desconhece a norma! Um árbitro internacional, escalado para o Mundial, numa situação óbvia com a bola parada à mão... Penalti claro!".
No estúdio do canal espanhol Movistar+, o também ex árbitro internacional Antonio Maheu Lahoz explicou que "pela letra das regras, pode ser assinalado porque a bola já estava em jogo, mas entendo que o árbitro considerou não haver dano para o Barça. Faz sentido não marcar penalti"
"Onde Hansi Flick acerta: o VAR tem de chamar o árbitro para rever a jogada. É o que manda o regulamento, mas neste patamar há interpretação entre a letra e o espírito da lei. Aqui não houve prejuízo algum para o Barça. (...). Nada a ver com o caso do Aston Villa, dadas as posições dos jogadores na área. Poderia ter sido penalti? Evidentemente. Pelas normas, sim, pois ao sair do pé de Juan Musso a bola já rolava. Mas Marc Pubill não se deu conta da pressão de Lamine e houve um equívoco entre eles".
Uma visão que certamente não contentará os adeptos do Barcelona, que vociferam por escândalo e injustiça.