Liga dos Campeões: Arsenal procura primeira vitória em Alvalade nas quartas de final

Liga dos Campeões: Arsenal procura primeira vitória em Alvalade nas quartas de final

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O Arsenal regressa à emoção habitual dos quartos de final da Liga dos Campeões nesta terça feira. Na deslocação ao Sporting no Estádio José Alvalade a formação londrina pretende prosseguir um percurso que alterna entre sucessos expressivos e reveses angustiantes por diferenças apertadas.

A equipa dirigida por Mikel Arteta chega a Lisboa com o ânimo elevado depois da fase eliminatória impressionante da época anterior diante do Real Madrid. Na ocasião um 3-0 no jogo da primeira mão em Londres abriu portas à passagem à ronda seguinte selada com uma vitória por 1-2 no Santiago Bernabéu totalizando 4-1 no conjunto.

Trata se de um marco de consolidação que fortaleceu um modelo repetido na trajectória europeia do Arsenal: quando os londrinos avançam nesta etapa costumam fazê lo com uma vantagem clara e indiscutível.

Este padrão estende se ao longo de vários anos. Desde a firme qualificação global 2-0 e 0-0 ante a Juventus em 2005/06 até à actuação brilhante 3-0 no segundo encontro frente ao Villarreal em 2008/09 o êxito do Arsenal nos quartos de final tem sido marcado por domínio total.

Até mesmo o sucesso da época transacta encaixa nesta estrutura: decisivo firme e por fim sereno.

No entanto o panorama geral mostra se menos favorável. Os Gunners foram eliminados em seis das nove vezes que chegaram aos quartos de final da Champions League ou Taça dos Campeões Europeus um aspecto que realça o quão perigosa esta fase tem sido. Quase sempre as resoluções foram extremamente disputadas.

O historial próximo exemplifica essa debilidade. Em 2023/24 foram afastados pelo Bayern Munique por uma diferença mínima no somatório das partidas. Situações semelhantes ocorreram contra o Chelsea em 2003/04 e o Valência em 2000/01 este último resolvido pela norma dos golos fora de casa.

Mesmo em 2007/08 num confronto intenso com o Liverpool a qualificação fugiu por só dois golos reforçando a noção de que o Arsenal costuma ser derrotado de forma equilibrada mas com o quase a determinar o resultado.

As perdas acentuadas como o 4-1 em Barcelona em 2009/10 ou a queda ante o Ajax em 1971/72 surgem como casos isolados. Regra geral o Arsenal resiste até ao fim com uma desvantagem média próxima de um golo e meio nas suas saídas.

Um controlo que o Arsenal deve preservar

Este opositor define o tema para o jogo em Lisboa. O Arsenal representa uma formação de contrastes: ou toma o comando dos quartos de final ou sucumbe a pormenores insignificantes. Raramente houve equilíbrio intermédio.

O Sporting por sua vez esforçar se á por explorar justamente essa fraqueza em Alvalade onde se prevê uma atmosfera intensa.

Os leões construíram uma imagem baseada na organização defensiva e na eficácia no ataque e reconhecem que se mantiverem a eliminatória equilibrada podem reactivar antigas memórias de desilusão dos rivais ingleses.

Para Arteta e os seus jogadores o objectivo é evidente: ditar o ritmo desde o início e impedir que a qualificação se torne num duelo de ansiedade resolvido por margem estreita algo que tantas vezes lhes custou caro no passado.

Se o passado orienta o presente a mensagem é directa: o Arsenal não apenas avança nos quartos de final. Ou estabelece a sua autoridade de modo avassalador ou arrisca tombar pelo pormenor.

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