Liga dos Campeões Africanos: FAR Rabat orientado por Alexandre Santos pretende contrariar o estatuto favorito do Mamelodi com Miguel Cardoso

Liga dos Campeões Africanos: FAR Rabat orientado por Alexandre Santos pretende contrariar o estatuto favorito do Mamelodi com Miguel Cardoso

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A eliminação perante o Pyramids FC egípcio na edição anterior demonstrou que nem sempre conseguem corresponder às expectativas, e embora disponham de um elenco superior ao do oponente, em certos momentos a garra e a determinação fazem a diferença.

O FAR Rabat, treinado por Alexandre Santos, beneficia de uma grande motivação, uma vez que ambiciona conquistar o primeiro sucesso na prova desde o único título obtido em 1985. Nesse ano, a formação marroquina superou o AS Bilima da República Democrática do Congo, na altura Zaire, na final.

Os representantes de Marrocos ganharam o primeiro encontro por 5-2 e igualaram a 1-1 no jogo de regresso, assegurando assim um triunfo global de 6-3. Esse constituiu o seu único acesso à final até à presente época, em que o emblema magrebino causou surpresa ao qualificar-se para a partida decisiva.

A campanha iniciou-se com um apuramento expressivo por 4-1 sobre o Real de Banjul da Gâmbia na ronda inaugural, seguido de uma vantagem de 4-1 ante o Horoya da Guiné na eliminatória seguinte.

Na fase de grupos, o percurso não foi perfeito, com uma contrariedade por 1-0 frente aos Young Africans da Tanzânia, mas recuperaram com dois triunfos e três igualdades nos cinco embates restantes, concluindo no segundo posto do Grupo B, logo atrás do poderoso Al Ahly egípcio.

O Pyramids, detentor do troféu no ano transacto, surgiu como rival nos quartos de final, onde empataram 1-1 no reduto próprio mas saíram vitoriosos por 2-1 na deslocação. Nas meias-finais, o RS Berkane sofreu uma derrota por 2-0 em casa e mais 1-0 fora.

Tal como ocorre com muitas formações, o seu forte reside nas exibições caseiras. Desde 2007, só perderam uma vez no seu estádio na Liga dos Campeões, com 13 sucessos e sete empates, facto registado em 2023. Já em jogos fora, o caminho para o título torna-se árduo. Desde 2005, disputaram 29 desafios, vencendo quatro, empatando nove e cedendo em 16.

Fundado pelo rei de Marrocos em 1958, o clube permanece maioritariamente sob controlo governamental, com o presidente a ser um oficial superior do exército.

As Forças Armadas Reais acumulam 13 títulos nacionais marroquinos e 12 Taças do Trono, sendo pioneiras entre as equipas do país nas provas continentais.

Subiram à elite em 1959, logo no ano seguinte à fundação, e impuseram-se no campeonato de 1970, sob a orientação do técnico francês Guy Cluseau.

Um renascimento ocorreu no início dos anos 1980 com o brasileiro José Faria aos comandos, mas após 1990 demoraram 15 anos a regressar à Liga dos Campeões.

Todavia em 1997, atingiram a final da Taça dos Vencedores das Taças Africanas, liderados pelo francês Henri Depireux, sucumbindo ante o Etoile du Sahel tunisino.

Em 2005, entraram na Liga dos Campeões mas foram apeados antes dos grupos, transitando para a Taça da Confederação Africana, que ergueram sob Mohamed Fakhir, batendo o Dolphin FC nigeriano por 3-1 no conjunto das duas mãos na final.

No ano de 2006, repetiram a final da Confederação mas caíram perante o Etoile du Sahel, e em 2007 avançaram pela primeira vez à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Apenas na época passada regressaram aos grupos, com o experiente francês Hubert Velud no leme, que deixou o posto por lesão no tendão de Aquiles. Mesmo com a alteração de treinador, as Forças Armadas Reais lideraram o agrupamento, ultrapassando o Sundowns na tabela. Ambas as equipas se defrontaram com empates em Rabat e Pretória durante os grupos.

O treinador luso Alexandre Santos sucedeu a Velud, mas testemunhou a saída nos quartos ante o Pyramids, futuro campeão da competição.