Liga 2: Rui Abreu revela que Paços dependeria de investidor para terminar a época
“Temos pouca flexibilidade e o plano em curso é o que conseguimos realizar”, afirmou Rui Abreu à agência Lusa, referindo se ao grupo PKM, cujo plano de integração na futura SAD foi exposto na terça feira aos associados durante uma Assembleia Geral de caráter extraordinário.
O fundo dirigido pelo brasileiro Paulo Assis já forneceu 500 mil euros por adiantamento, planeando adicionar mais 750 mil até ao fim da temporada, em permuta por 49,9 por cento da nova SAD, com possibilidade de aquisição até 80 por cento.
O grupo PKM tomará conta da equipa de sub 19, com potencial para formar uma de sub 23, além do passivo até 5,6 milhões de euros, acompanhado de um esquema de pagamentos estipulado.
Rui Abreu menciona que o Paços manterá a presidência da SAD, “com poder de veto em várias circunstâncias”, embora admita a posição de minoria do clube na estrutura executiva futura.
Além disso, caso ocorra despromoção, os investidores podem recuar do acordo ou, como opção, ficar com 15,10 por cento do capital social por um euro.
“O risco que correm é elevado ao absorverem o passivo e o clube arriscar a descida”, defendeu o líder, admitindo que o acordo proposto aos sócios era “a única forma de assegurar um investidor antes do término da temporada”.
Rui Abreu avança ainda mais e garante que “sem este pacto, não haveria condições para saldar salários e completar a época”, minimizando os montantes do passivo, pois valores superiores a 5,6 milhões “podem ser equilibrados por recebimentos pendentes do clube”.
“Jamais imaginei que em abril de 2026 ainda lidássemos com esta pendência. Este foi o único grupo que mostrou intenção de auxiliar, depois de múltiplas negociações, algumas com investidores que falharam. Se os sócios rejeitarem, o Paços enfrentará graves dificuldades”, enfatizou.
Rui Abreu antecipa que a votação dos associados na sexta feira não será consensual, com base na extensa sessão de terça feira.
“Atualmente, a condição do clube é mais vulnerável do que há sete ou oito meses e, sem apoio externo, há real perigo de não poder competir nos campeonatos profissionais”, resumiu.
Caso os sócios chumbem o acordo, o grupo PKM receberá apenas a devolução dos 500 mil euros já fornecidos, sem remuneração adicional.