Liga 2: Farense sacou as garras para segurar a manutenção e pôs fim ao sonho do Belenenses (0-0)

Liga 2: Farense sacou as garras para segurar a manutenção e pôs fim ao sonho do Belenenses (0-0)

Reveja os momentos mais marcantes do jogo

A partida iniciou-se com muito nervosismo, dada a enorme importância do resultado. A vantagem mínima trazida da primeira mão deu confiança aos leões de Faro, que foram crescendo ao longo do tempo. Aos 11 minutos, Miguel Menino rematou forte com o pé esquerdo, acertando com estrondo no poste da baliza defendida por Guilherme Oliveira. Pouco depois, Leonardo Oliveira testou os reflexos do guardião, numa altura em que os adeptos da casa se manifestavam contra as decisões da arbitragem.

Após o sufoco inicial e uma paragem para assistência médica na sequência de um choque violento, o Belenenses conseguiu estabilizar o seu jogo. A meio da primeira parte, a equipa orientada por Gonçalo Brandão cresceu em campo e começou a acumular cantos. Aos 27 minutos, Diogo Paulo surgiu em boa posição no centro da área, mas o remate saiu ligeiramente ao lado.

O Farense tentava responder com transições rápidas ou remates de meia distância, como um tiro de André Candeias defendido por Guilherme Oliveira e um disparo de Alex Pinto por cima da trave. Contudo, a proximidade do intervalo voltou a dar fulgor ao ataque do Belenenses. Aos 40 minutos, Assane Ndiaye gelou o Restelo com um remate que passou a centímetros do poste. Nos cinco minutos de descontos, Afonso Afonso teve o golo nos pés depois de receber e rodar na área, mas a bola desviou num defesa algarvio e passou por cima da barra. As duas equipas foram para o intervalo empatadas, numa primeira parte bem disputada.

Com as mesmas equipas após o intervalo, o Belenenses entrou melhor na segunda parte, embora uma série de cantos e paragens tenham atrasado as situações de perigo. Foi apenas depois da primeira substituição que surgiu uma oportunidade, aos 69 minutos, num mergulho espetacular de João Gastão que cabeceou rente ao poste de Brian Araújo. Logo de seguida, Diogo Paulo rematou de meia distância perto da trave, numa altura em que o assédio dos azuis aumentava e a pressão vinda das bancadas crescia.

Por seu turno, José Faria tentou acalmar o jogo e foi ao banco para quebrar o ritmo, mas as mexidas dos anfitriões continuavam a aumentar a intensidade. Os recém-chegados Evandro Barros e Afonso Valente ameaçaram, enquanto os algarvios criaram a única ocasião de perigo da segunda parte num contra-ataque que acabou com um remate à malha lateral.

Os sete minutos de descontos indicados pela equipa de arbitragem ainda mantinham a esperança dos adeptos da casa, mas os leões de Faro agarraram-se à manutenção e nunca mais a largaram, garantindo a permanência por mais um ano na Liga 2. O golo de André Candeias na primeira mão foi decisivo.