Laporte: "O Uruguai vai dar tudo, mas dependemos de nós próprios"
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Aymeric Laporte considera que Espanha tem de manter o nível do segundo duelo no encontro frente ao Uruguai, que se disputa na madrugada de sexta-feira para sábado (01:00): "Oxalá seja assim. Sabem o que podemos dar num relvado de futebol. O que se viu no segundo jogo representa-nos mais. Mas no primeiro tivemos a posse de bola e faltou-nos o golo. No segundo jogo fomos mais Espanha".
Sobre a seleção charrua, aponta: “Ainda temos de os analisar mais a fundo. O importante é jogar o nosso futebol. Eles jogam tudo, veremos como entram em campo. Temos de nos focar em nós, não tanto neles. É verdade que precisamos de referências. Somos capazes de fazer um bom jogo e vencê-lo”.
No entanto, sabe que a Celeste vai entrar a todo o gás em Guadalajara. "Temos a certeza de que vão dar tudo, tal como nós se estivéssemos na situação deles. Mas dependemos de nós próprios, sabemos o que temos de fazer e temos muita ambição. Ambos vamos dar tudo”, afirmou Laporte.
"Parece que os que se fecham atrás, criam-nos mais dificuldades... Levamos 33 jogos sem perder, já nos jogaram de todas as formas... Depende muito de nós, de como estivermos... Se for o nosso dia, é muito difícil vencer-nos”, acrescentou o central da seleção espanhola.
Marcelo Bielsa
Laporte deixou palavras de elogio para Bielsa, com quem se estreou no Athletic Bilbao.
"Todos conhecem bem o Bielsa, no que me diz respeito. Fez-me estrear e depois voltámos a encontrar-nos em Inglaterra. Só tenho boas palavras para ele”, disse.
Além disso, faz autocrítica em relação ao primeiro jogo: "Compreendi as críticas após Cabo Verde. Tal como internamente não estávamos satisfeitos. Somos os primeiros interessados em vencer e frente a uma seleção que se supunha ser inferior ou que é. Mas é compreensível. Também nos frustramos quando as coisas não correm bem”.
Quanto aos possíveis adversários nos 16 avos de final, mostrou-se cauteloso: "Cada jogo vai mudando o quadro. Sabemos que o nosso objetivo é ser primeiros. Não jogamos para perder ou empatar. O que possa acontecer depende das outras seleções. Nós focamo-nos no nosso trabalho, não importa quem calhe”.
O central espanhol também analisou o que o Mundial trouxe até agora: "Goleadores natos que marcam tanto nos clubes como aqui. Têm muitas qualidades, marcam de fora, de dentro, finalizam... Já jogámos muito contra eles. Agora calha-nos o Uruguai, mas são excecionais".