LaLiga Valência alivia pressões e cria sérias dificuldades ao Sevilha 0 2
Reviva os principais momentos da partida
O receio representa um companheiro de jornada altamente prejudicial. Paralisa as acções bloqueia as iniciativas e leva a imaginar os cenários mais negativos. É exactamente isso que tem afectado ha vários anos dois clubes emblemáticos do futebol espanhol como o Sevilha e o Valência. E nesta temporada em que persistem na luta para se distanciar da área de despromoção a narrativa repete se. Tal tornou se evidente nos instantes iniciais do confronto no estádio Sánchez Pizjuán onde nenhuma das formações encontrava o ritmo certo.
A inércia aparente pareceu quebrar se com um disparo de Vargas que Unai Núñez desviou no momento oportuno. O mesmo defensor ainda impediu uma investida encorajadora de Maupay. Foi necessário aguardar mais algum tempo para que surgissem tentativas à baliza mas essas não provenham dos donos da casa. Pouco depois de Gayà o capitão dos che ter sido forçado a sair do terreno de jogo confuso após dois impactos severos na cabeça os seus companheiros de equipa iniciaram uma maior proximidade à área de Vlachodimos. Para piorar a situação Guido Rodríguez ex jogador do Betis lançou o primeiro sinal de perigo.
Alexis Sánchez não se compadece com tais falhas
A situação não corria de feição para os sevilhanos. E apenas 17 segundos após a entrada de Akor Adams no posto de Azpilicueta a dez minutos do fim da primeira parte surgiu o golo do Valência. Alexis Sánchez errou um passe que sobrou para Unai Núñez dali para Ramazani um remate do belga parado pelo ex guarda redes do Benfica e um ricochete que Hugo Duro usou para encostar a bola e marcar o 0 1.
O impacto revelou se ainda mais severo para a equipa orientada por Matías Almeyda ainda sob castigo. Enquanto procuravam recuperar do golo sofrido avançando sem criatividade clara Luis Rioja ganhou velocidade deixando Kike Salas para trás e entregou uma assistência perfeita que Ramazani converteu no 0 2.
Depois dos apitos dos adeptos os lenços brancos nas bancadas e o descanso para tentar reorganizar esperava se uma resposta do Sevilha. O que se viu foi uma alteração tripla com as entradas de Isaac Batista Mendy e Carmona. O primeiro ainda provocou algum desconforto a Dimitrievski mas o seu remate com o pé esquerdo saiu sem precisão. Pelo menos os nervionenses pressionaram os che no seu sector defensivo. Contudo avançar sem estratégia sólida raramente produz efeitos. Dessa forma a formação de Corberán manteve a serenidade com Javi Guerra e André Almeida a dominarem o eixo central e uma sólida estrutura defensiva que realçou a ineficácia dos locais.
Apenas a inclusão de Oso cuja condição de reserva surpreendeu abalou o equilíbrio com os seus centros precisos. Ainda assim tal empenho não rendeu nada de concreto. Registou se apenas um disparo perto do fim de Batista Mendy que Dimitrievski negou com uma intervenção excecional. Defesa notável.
O Sevilha repetiu a desilusão perante os seus seguidores acumulou a quarta jornada sem triunfo a segunda derrota seguida e concedeu ao Valência uma maior margem face à zona de risco situando se agora a quatro pontos de distância.