LaLiga: Oviedo com Cazorla e David Carmo torna-se no primeiro embaixador da despromoção
O derradeiro desejo de Santi Cazorla, com 41 anos, consistia em assegurar que o seu Real Oviedo permanecesse na LaLiga. O privilégio de envergar a camisola do clube e defrontar os grandes palcos e rivais espanhóis foi-se tornando realidade, ainda que cada vez mais a partir do banco de suplentes ou em breves intervenções, em lugar de ser um elemento fundamental em campo. No entanto, o objectivo de manter o clube na elite já não será alcançável.
Ainda que o descenso fosse já visto como quase certo, a confirmação revela-se sempre penosa. O Girona, que ainda poderia juntar-se ao Oviedo na queda, distanciou-se de forma definitiva após o seu desempenho contra o Rayo no encerramento da 35.ª ronda da LaLiga.
Com três partidas ainda por disputar, os jogadores do Oviedo deslocam-se ao Bernabéu sem qualquer objectivo em jogo, à semelhança do oponente. Tal situação ocorre quando apenas se conquistam seis vitórias em 35 encontros, acrescidas de 11 empates. As 18 derrotas provaram um entrave intransponível.
Adicione a isso a escassez de golos, que transformou o Oviedo numa formação incapaz de atingir a média de um golo por partida. Registar 26 golos significa 0,74 por jogo. E concederam 54, apesar do empenho de Aarón Escandell na baliza. Não obstante, existem três equipas que absorveram mais golos, e concorrentes directos na batalha pela salvação, como o Alavés ou o Elche, sofreram a mesma quantidade. Mas sem capacidade de marcar nas redes adversárias para equilibrar, os carbayones estavam fadados ao fracasso.
As alterações no comando técnico
A temporada iniciou-se com Veljko Paunovic, o herói da promoção, mas este só perdurou por oito jornadas. Parecia que a direcção pretendia liquidar uma pendência com Luis Carrión, contratado para suceder ao sérvio no momento em que este assumia o cargo de seleccionador do seu país de origem. Contudo, com Carrión não só não houve melhorias como a situação se agravou. Assim, após mais oito jogos, optaram por Guillermo Almada, vindo do Valladolid. Todavia, em 19 partidas sob a sua orientação, também falhou em acumular os pontos essenciais para escapar ao último lugar da classificação.
Sob o comando do treinador argentino, o Oviedo obteve quatro triunfos, seis empates e oito derrotas. 18 pontos em 54 possíveis. Contrastando com os quatro pontos em 24 jogos de Carrión (quatro empates e quatro derrotas) e os seis em 24 de Paunovic (duas vitórias e seis derrotas), era imperativo que tivesse feito bem mais para assegurar a continuidade na LaLiga.
Agora chegou o momento de reorganizar uma equipa para o regresso à Segunda, pondo fim a um ciclo no qual muitos elementos do actual elenco não prosseguirão. Começando pelo próprio Santi Cazorla, que se reformará aos 41 anos.