LaLiga: Atlético de Madrid triunfa em Pamplona e agrava situação do Osasuna (1-2)

LaLiga: Atlético de Madrid triunfa em Pamplona e agrava situação do Osasuna (1-2)

Veja aqui os principais momentos do jogo

Nem o Osasuna nem o Atlético chegavam a El Sadar com grandes objectivos em mente. Os forasteiros podiam empatar o Villarreal, mas dependiam de tropeços múltiplos do submarino amarelo. Os rojillos ainda acalentavam sonhos europeus, embora precisassem de vitórias alheias, e até de rivais mais distantes, para manterem viva a ilusão. Dado o compasso das formações do fundo da classificação, os pupilos de Lisci urgia pontuarem para escaparem ao risco de despromoção.

Com o recinto num clima algo apático, os de Cholo Simeone iniciaram com solidez, apostando num golpe de mestre de Griezmann para alterar o placard. O gaulês, no seu penúltimo ou antepenúltimo jogo pela camisola colchonera, capitalizou o erro de Mendoza diante de Aitor para isolar se contra Galán.

O histórico melhor artilheiro do Atlético ludibriou o ex companheiro com uma carícia fina e, sem intenção, o ibérico tocou na esfera com o braço. No início não se marcou penalti, mas o VAR interveio para rectificar a escolha inicial. Griezmann ofereceu a cobrança a Lookman e o nigeriano ludibriou o guardião basco com um remate rasteiro e lateral.

Todavia, a alegria foi breve para os capitalinos. Mendoza sentiu logo após o golo e saiu trocado por Le Normand. Curiosamente, o tento beneficiou o Osasuna, apesar de Budimir não brilhar na definição. A chance inicial coube a Rubén García, que falhou o tiro limpo na grande área. 

As tentativas do croata foram mais flagrantes. Primeiro, procurou redirecionar um remate de Rosier perante Musso, mas a potência enviou a bola acima do travessão. A segunda surgiu de lapso de Koke. O líder rojiblanco passou para trás sem verificar e isolou o opositor. Com espaço e Musso superado, Budimir escolheu um lobe que passou rente ao poste.

Com o fervor crescente, os adeptos pediram penalti com veemência até que uma acção entre Musso e Budimir, similar à da final da Taça, iludiu o juiz. Finalmente, o VAR corrigiu de novo e exibiu as provas de que o goleiro tocou primeiro na bola para a repelir.

O descanso ajudou Simeone a reajustar o coletivo. Sorloth substituiu Almada e o Atlético gerou três investidas logo no arranque do complemento. À medida que o tempo corria, o Osasuna reconquistou espaço, quiçá impulsionado pelo marcador adverso. Contudo, a nitidez das chances não igualou a do primeiro tempo. Nem no começo nem no fecho. Bretones, recém entrado, enviou um centro ideal à cabeça de Budimir, que Musso negou com a melhor parada da noite.

O alarme despertou os colchoneros, que se fixaram no sector médio inimigo. Chegaram duas construções precisas para Pubill servir Llorente na zona certa. O seleccionável espanhol, com dose de fortuna, cruzou para o segundo pau e Sorloth facturou de cabeça.

O Osasuna reacendeu esperanças quando Llorente, já advertido, parou um contra golpe de Aimar Oroz. O número 14 visitante recebeu o segundo amarelo a dez minutos do termo. Um cabeceio fraco e uma bicicleta falhada de Catena foram as raras ocasiões da formação local até aos acréscimos. Kike Barja, um dos mais dinâmicos, apanhou a bola na área e, em rotação, atirou ao ângulo para encurtar, mas o tempo esgotou se.

Ainda que no centro da tabela com 42 tentos, o conjunto de Pamplona vive uma das batalhas pela salvação mais intensas recentes. Com só três pontos sobre o descenso - liderado pelo Girona (18.º com 39) - e Levante, Elche, Maiorca e Espanhol nos 39, a derrota caseira ante os madrilenos deixa os rojillos sem rede para as duas jornadas derradeiras, convertendo uma temporada serena num verdadeiro inferno de contas ao pormenor.