LaLiga: Alexis Sánchez ajuda o Sevilha a sair da zona de despromoção (1-0)

LaLiga: Alexis Sánchez ajuda o Sevilha a sair da zona de despromoção (1-0)

Sevilha 1-0 Real Sociedad

O Sevilha sente um grande alívio. Graças a esta vitória, abandona a zona de despromoção e atinge os 37 pontos. A batalha pela manutenção está intensa, com apenas três pontos a dividir o 12.º do 18.º lugar. Valência e Espanyol possuem 39, Elche, Mallorca e Girona têm 38, o Sevilha chega aos 37 mencionados e, na zona de descida, encontra-se o Alavés com 36. Mais distante, o Levante com 33 e o Oviedo com 28.

O estádio Ramón Sánchez Pizjuán acolheu o Sevilha como em noites memoráveis. Com rolos de papel higiénico, uma tradição argentina, a evocar os sucessos recentes dos encontros em Nervión que levaram às finais da Liga Europa. Desta vez, o objetivo era outro. A salvação. Três pontos que, se obtidos, significavam deixar a área de risco. E os adeptos responderam, como haviam anunciado durante a semana.

Num clima de futebol vibrante, o Sevilha começou pressionante mas pecou na finalização. A primeira chance real apareceu aos 15 minutos, com um passe de Vargas. Ejuke escapou ao marcador e tentou o poste afastado com o interior do pé direito, porém Remiro fez uma defesa impressionante.

Os jogadores de Luis García buscavam o golo mais pela paixão do que pela estratégia. Isaac Romero atirou por cima com o esquerdo e Gudelj arriscou, mas a bola foi para as mãos do guarda-redes da seleção. Vargas, à beira da área, tentou apanhar o navarro de surpresa, mas este segurou a bola sem problemas.

Ejuke insistiu novamente e, numa jogada pessoal notável, superou Oyarzábal e Aramburu, embora o remate tenha ido por cima. O empate sem golos persistiu até ao intervalo.

Logo no regresso dos balneários, Barrene teve uma oportunidade após cruzamento de Oskarsson, o primeiro momento de perigo da Real na área de Odysseas Vlachodimos. O tiro do jovem passou perto do poste. Mas Alexis Sánchez, recém-entrado no lugar de Isaac Romero, marcou presença de imediato. Carmona cruzou da direita, Maupay controlou, reteve a bola e abriu o caminho para o chileno rematar cruzado à baliza. As bancadas irromperam em euforia.

Estimulado pelos fãs, o Sevilha prosseguiu a criar ameaças e, numa recuperação de Agoumé, Maupay ligou com Alexis. Este passou para Vargas, mas o suíço apressou-se no remate e enviou ao lado.

Os sevilhanos pensaram no segundo golo aos 78 minutos, com Agoumé a finalizar um desvio de cabeça de Kike Salas e bater Remiro com um bom disparo. O lance foi invalidado por fora de jogo, apesar de haver a impressão de que Caleta-Car invalidava a posição irregular e o golo era válido.

A ansiedade perdurou pelos 90 minutos, mas, com o avanço da partida, a celebração invadiu as bancadas do Pizjuán. Os dirigidos por Luis García aumentaram a garra para resistir aos ataques dos guipuscoanos no final, mantendo a rede intacta.

O Sevilha ainda precisa de batalhar pela permanência, mas já avançou um passo. Gudelj afirmou antes do jogo que a descida era impossível. Jogando como esta segunda-feira, as palavras do sérvio ganham credibilidade.