Korbin Shrader e Sofie Svava preparadas para o duelo com o Arsenal: "Existe certamente uma vontade de revanche"

Korbin Shrader e Sofie Svava preparadas para o duelo com o Arsenal: "Existe certamente uma vontade de revanche"

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- No encontro anterior, iam a perder por um golo até que marcaram quatro. De que modo essa autoconfiança pode ajudar no desafio que se avizinha?

Korbin Shrader: Como jogadoras do OL, conhecemos perfeitamente as nossas qualidades e no que podemos basear-nos. Iremos atuar em grupo, entregar tudo no terreno nesta partida e realizar o que for preciso para sair vencedoras. Isso inclui uma preparação minuciosa antes do apito inicial. Qualquer elemento ligado ao jogo conta, quer seja o aquecimento no campo ou as sessões de treino. Concentramo-nos nisso para chegarmos preparadas.

- Algum ponto que ache que precise de aprimorar individualmente para avançar na prova?

Sofie Svava: Treinámos em conjunto como coletivo para nos aguentarmos a este momento decisivo. Se nos sentirmos seguras e seguirmos as orientações, creio que o desfecho será positivo. É complicado apontar o que cada uma deve melhorar sozinha. Mantendo a coesão e dando o nosso melhor absoluto, as coisas hão de correr pelo melhor para o grupo todo.

- Acha que este conjunto está mais sólido do que no passado? E como avalia o progresso do campeonato europeu feminino?

Korbin Shrader: O atual plantel do OL Lyonnes é verdadeiramente motivador. Contamos com caras novas, atuamos de modo unido e todas assumem as suas responsabilidades. É essa dinâmica que nos destaca e que deu frutos nos duelos prévios. Prosseguiremos assim, prestando atenção aos pormenores.

Sofie Svava: Comparado com a última temporada, muita coisa alterou-se. Várias atletas recentes integraram-se no arranque do ano. O nosso elenco é maioritariamente formado por jogadoras da seleção. Dispomos de um banco robusto e um titular forte, o que favorece nestas etapas finais. No que toca à Liga dos Campeões, a qualidade não para de crescer.

- Como tem sido a colaboração com Jonatan Giráldez esta temporada, considerando o seu histórico vitorioso nesta competição?

Sofie Svava: Como joguei em Espanha, cruzei-me com o "Jonah" diversas vezes no Barça. Trata-se de um técnico de topo que procura incutir essa abordagem no nosso grupo, especialmente no controlo da bola e na recuperação célere. As suas estratégias são bem definidas. Trabalhemos com ele perto de um ano e noto que avançamos no rumo acertado.

Korbin Shrader: Revela um entusiasmo enorme pelo desporto. Chega a promover mini-desafios pós-treino, como acertar na trave. É detalhista, seguro e a sua dedicação inspira-nos. Isso leva-nos a entrar em campo com garra. Sendo uma das formações de elite global, ele cobra-nos o máximo.

- Enfrentaram o Arsenal no início do ano. Como abordan este regresso, cientes de que ambos os lados progrediram?

Korbin Shrader: Examinamos o derradeiro embate para identificar acertos e erros, reforçando os ganhos. Olhamos também para o nosso estilo, como a pressão alta logo após a perda de posse. O vital é que flua tudo com naturalidade e que os elos entre nós sejam impecáveis.

- Sofie, participou na mesma meia-final da época transacta frente ao Arsenal. Nota um desejo de revancha no grupo?

Sofie Svava: O período anterior foi complicado para nós e saímos dececionadas com as prestações. Assim, surge naturalmente essa motivação para compensar. Ansiamos concluir o que ficou pendente. Ainda que atinjamos um bom placar, precisaremos de total empenho no seguinte, pois conhecemos os riscos. Estamos a postos e, com efeito, partilhamos essa fome de triunfo.

- Korbin, pretende assistir ao Bayern contra o Barça?

Korbin Shrader: Sem dúvida, convém estudar e observar. Ambas as formações são cativantes de acompanhar. Pretendemos ir até final, por isso seguiremos de perto e dissecaremos as suas táticas.

- Lindsey Horan abandonará o emblema ao fim da temporada. Korbin, pode comentar as oportunidades que ela criou para norte-americanas ao rumar à Europa?

Korbin Shrader: Teve e mantém um percurso notável. A sua habilidade e trajectória por cá abriram caminhos largos. Como miúda nos EUA, era estimulante vê-la brilhar e sonhar com o mesmo destino. Partilhar a seleção e o clube com ela foi enriquecedor. O seu adeus gerou emoção no relvado. É uma craque versada em grandes jogos, desde finais a meias. Orienta as estreantes e novatas. A sua influência vai mais allá de Lyon; serve de modelo a tantas.

- Sofie, transitou por emblemas de peso como Wolfsburgo ou Real Madrid. O que distingue Lyon?

Sofie Svava: O traço principal reside na cobrança mútua. Vencer é bom, mas depressa vira o olhar para o vindouro, pois ambicionamos tudo. Essa atitude nota-se nas que acumularam sucessos. Não há folgas: dois golos pedem um terceiro. Esta filosofia vencedora excede o que vivi noutros lados.

- No OL Lyonnes, sente uma expectativa acrescida para reconquistar a Liga dos Campeões?

Sofie Svava: Devido ao ocorrido anteriormente, emerge logicamente essa carga, pois buscamos superar. Contudo, não é algo negativo. Torna-se um impulso benéfico que nos empurra a ir mais longe.

- As duas facturaram vários golos este ano, sem serem titulares fixas. Como justificam tal regularidade?

Sofie Svava: O "Jona" promove muita alternância, permitindo rodízio e sustentando a moral. Essencial nesta recta final, face a possíveis baixas. Essa partilha de crença eleva-nos. Mesmo em metade dos jogos, preservamos o ímpeto.

Korbin Shrader: Resulta também do esforço diário. Os preparadores insistem em desestabilizar-nos nos exercícios. Propõem-nos cenários táticos que nos incentivam a finalizar e a posicionar-nos. Há uma rivalidade amigável: o foco é contribuir para o êxito, via assistência ou remate. Por último, seguir os hábitos de figuras como Ada Hegerberg ajudou-me a progredir.