João Cancelo pede tréguas às críticas e garante resposta: "Margem de erro acabou"
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Declarações no final do jogo com a RD Congo sobre falta de qualidade com bola: "Disse que não tivemos qualidade com bola nesse jogo, não que não temos no geral. Isso ficou percetível no jogo, não criámos oportunidades de golo e isso não é normal numa equipa como a nossa. Temos jogadores dos melhores do mundo a nível individual e não conseguimos criar ocasiões de golo".
Semana de ruído na seleção: "Pessoalmente tento abstrair-me disso, se calhar há 5 anos ligava um pouco mais, mas com o crescimento enquanto pessoa mudei essa parte. Acaba por nos chegar algumas coisas, talvez de maneira injusta. Sabemos o que fizemos mal no primeiro jogo, que falhámos e que tínhamos a obrigação de ganhar. Não foi possível e a equipa estava cabisbaixa no dia seguinte. Queremos dar alegrias aos portugueses, vi os jogadores motivados para dar uma resposta e é isso que é importante para amanhã. Que os portugueses estejam connosco e que consigamos abstrair-nos nas críticas que não são benéficas para o grupo".
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A um jogo da 70.ª internacionalização e ainda sem golos em Mundiais: "Espero que aconteça amanhã. O importante amanhã é a vitória, temos essa obrigação porque a margem de erro é pequena neste momento. Temos que jogar um futebol atrativo e sair com a vitória".
Em que é que a equipa evoluiu nos últimos treinos: "Vi uma grande atitude dos meus colegas, da forma como queremos encarar o jogo. Sabemos a responsabilidade que temos em nós, não é uma obrigação ganhar o Mundial, mas tudo faremos para o conseguir. Este grupo é fantástico, remamos todos para o mesmo lado. Peço-vos a vocês e a todos os portugueses para remarem connosco. Estamos a representar uma nação, todos querem que ganhemos o Mundial, nós principalmente. Se falharmos as críticas caem sobre nós e bem porque somos nós que jogamos. Mas espero que amanhã seja um grande dia para Portugal".
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Semelhanças entre o impacto de Neymar e Ronaldo na seleção: "Tanto o Neymar como o Cristiano não precisam de provar nada a ninguém. O talento e o que fizeram no futebol falam por si. Esses advogados de defesa que mencionou é só por fora, porque ambos sabem o que representam para o seu país".
Semelhanças entre Uzbequistão e Congo: "A RD Congo era uma equipa muito física, creio que o Uzbequistão vai ser totalmente diferente, muito organizados e com jogadores rápidos na frente. No Al Hilal tive a oportunidade de enfrentar equipas do Uzbequistão, é um país que está a evoluir no futebol e acho que vai ser um jogo difícil".
Como encarar o jogo visto que a Colômbia está em vantagem no grupo: "Amanhã só podemos ganhar, não temos muita margem de erro. Há que entrar em campo com a mentalidade para ganhar e esperar que a Colômbia tropece para nos aproximarmos deles".
Transformar a pressão em motivação: "O grupo está com um ambiente muito bom, só no dia a seguir ao jogo estivemos cabisbaixos, estávamos desiludidos com o jogo que fizemos - e com razão. Éramos favoritos e queríamos entrar com o pé direito. A partir do segundo dia após o jogo, a atitude do grupo foi excelente. Temos um grupo fantástico, nestes momentos difíceis é quando os grandes jogadores têm que responder e espero que respondamos amanhã".
Mercado aberto desconcentra ou motiva?: "Não creio que exista uma maior motivação do que disputar um Mundial pela seleção. Gosto muito do Barcelona, mas jogar por Portugal é diferente, represento o meu país, a minha família e os meus amigos que jogavam comigo na rua. Não há nada que me possa distrair".
A importância do regresso de Rúben Dias: "O Rúben é um pilar da nossa seleção, não escondemos isso. É muito importante para a nossa defesa, mas não quero desvalorizar o trabalho do Tomás Araújo e do Renato Veiga que fizeram um bom jogo com a RD Congo. Se o Rúben jogar vai ser muito importante, mas tanto o Tomás, como o Renato, como o Gonçalo Inácio, como o Diogo Dalot e o Rúben Neves que podem jogar ali, vão dar o seu contributo à equipa".