João Cancelo: "Discuti com Guardiola, ele não me queria mais no grupo, senti injustiça e continuo a senti-lo"
Barcelona: Nutro um afeto particular por este emblema. Entre todos os clubes por onde passei, o Benfica e este foram os que sempre desejei representar. No Benfica, joguei na equipa principal com poucas partidas. Meus ídolos atuaram aqui e eu sonhava em jogar no Barcelona. Aqui, sinto-me como em casa. O emblema provoca-me calafrios, falo a sério. O emblema carrega peso, é o blaugrana.
Dificuldades no regresso ao futebol europeu: Senti alguma dificuldade, sobretudo ao nível físico, pois vinha de uma lesão e depois o Al Hilal optou por me remover da lista de estrangeiros para a Liga Saudita. Assim, disputei apenas três jogos nesse intervalo, não estava no meu pico físico, mas recupero gradualmente. Fui acolhido de forma excelente. Parece que nem tinha partido daqui. Quando surgiu a chance de regressar e as notícias começaram a circular, vários colegas enviaram-me mensagens, como o Gavi, o Fermin, o Raphinha, o Eric Garcia, senti que ansiavam pelo meu retorno e isso influenciou as decisões.
Lamine e Raphinha: Quando cheguei ao Barcelona, no primeiro ano, na temporada de 2023/24, o que mais me impressionou foi o De Jong, mas agora vejo jogadores que há dois anos não exibiam este nível. A progressão do Lamine é algo incrível. O Fermin é outro talento excecional, com uma evolução notável. O Raphinha, na minha visão, é um elemento muito especial, pois contribui imenso para a equipa.
Pior extremo como adversário: O mais complicado para mim foi o Neymar, quando jogava no Valência, por volta de 2015. Em Inglaterra, o Salah e o Mané também são desafiantes, na minha opinião. O Doku é, eu diria, impressionante, fantástico, o seu arranque e paragem são o mais extraordinário que vi na carreira.
Pep Guardiola: Vim do Mundial de 2022, eu e o treinador tivemos um confronto verbal. Ele não me pretendia mais lá, optei por ir para o Bayern e até agora não me arrependo. Ele afirmou, não estou contente com o teu desempenho nos treinos e que não contava comigo. Considerei isso injusto, ainda o considero, mas prossegui o meu percurso, o treinador decide.
Mágoa: Conversei com ele no Mundial de Clubes, tenho grande respeito por ele por me ter elevado ao topo. Extraiu todo o potencial que eu possuía. Nunca imaginei alcançar esses patamares, toquei o céu. Desfrutava no aspeto desportivo, mas não na vida pessoal. Para muitos, a vida pessoal é secundária, mas para mim não o é.