Inglaterra joga contra RD Congo para provar que produz além das bolas paradas
Mas também é fato que a seleção com a terceira maior média de posse de bola na fase de grupos – a Inglaterra registrou 65% contra Croácia, Gana e Panamá – poderia mostrar uma criação ofensiva maior. O índice de gols esperados (xG) com a bola rolando é de 4, contra 6 de equipes como Espanha, França e Brasil.
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Na boa estreia contra a Croácia, os ingleses precisaram de um gol de pênalti e outro a partir de um escanteio para abrir vantagem. Depois de não marcar contra Gana, o jogo diante do Panamá na 3ª rodada apenas destravou a partir de outro gol de escanteio.
A maior produção ofensiva com bola rolando da Inglaterra passa também por como Thomas Tuchel vai escoltar o artilheiro Harry Kane. Com os três gols nesta Copa, o centroavante do Bayern de Munique tornou-se o maior artilheiro dos criadores do futebol na história dos Mundiais, com 11.
Se havia dúvidas antes da Copa, pelo menos depois das três partidas da fase de grupos, Jude Bellingham já pode ser considerado um bom companheiro para Kane. São dois gols e uma assistência do jogador do Real Madrid.
Jogando pelo corredor central, fora da área, e caindo pelo lado esquerdo, o atacante parece ter encontrado seu quadrado no sistema ofensivo inglês. Bellingham lidera a seleção em grandes chances criadas (duas) e desarmes (nove), dividindo ainda o posto de maior driblador da equipe.
No meio-campo, a tendência é do retorno de Declan Rice, após ser preservado diante do Panamá por causa de uma pancada na panturrilha e de um problema inflamatório crônico que vem administrando desde a reta final da temporada europeia. Não deixa de ser uma boa notícia, apesar de a condição física inspirar cuidados.
Outra boa notícia, ao lado de Rice, é o desempenho do volante Elliot Anderson, que se provou uma das peças-chave da seleção inglesa. Ele liderou a Inglaterra em três indicadores importantes durante a fase de grupos: passes que rompem linhas (30), bolas recuperadas (20) e duelos vencidos (24).
Além da quebra de linhas, sua capacidade de recuperar a posse e acelerar a circulação da bola será fundamental para desmontar a defesa congolesa.
Procura-se um lateral-direito
Tuchel fez uma aposta e perdeu. Ao deixar fora da lista da Copa Trent Alexander-Arnold, levou apenas um lateral-direito de ofício: Reece James, do Chelsea. Problema? Ele sentiu um problema muscular antes do jogo contra o Panamá e teve de ser substituído pelo zagueiro, e preferido do treinador, Jarrell Quansah.
Mas o defensor do Bayer Leverkusen torceu o tornozelo contra o Panamá e está fora da partida contra a República Democrática do Congo. A saída, portanto, será improvisar um zagueiro ou um lateral-esquerdo na posição. Ou mudar radicalmente a defesa e entrar com três zagueiros.
Djed Spence, do Tottenham, tende a ser a primeira opção, apesar de ter atuado pouco na última Premier League. Se a ideia do treinador for colocar um lateral mais defensivo para liberar Elliot e Rice, Ezri Konsa, do Aston Villa, pode começar o jogo.
Do lado da República Democrática do Congo, além da linha defensiva com cinco homens, que funcionou bem contra Portugal, a preocupação é com a velocidade de Yoane Wissa, do Newcastle — ou seja, conhece bem os zagueiros que vai enfrentar.
A transição rápida da seleção africana também é motivo de preocupação, segundo os ingleses admitiram nas entrevistas pré-jogo.
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