Henrique Calisto elogia Jorge Jesus, o próximo selecionador nacional: “É um homem de coragem”
Recorde as incidências do Portugal - Espanha
“Neste momento, em que o próprio presidente da Federação Portuguesa de Futebol diz que se vai criar um novo ciclo, tem que haver ruturas e o Jesus é um homem de coragem para implementar essas próprias ruturas e sem interferências, seja da estrutura seja do balneário”, começou por dizer esta quinta-feira em declarações ao Diário de Notícias.
O responsável elencou algumas das qualidades de Jesus, realçando a capacidade que terá para lidar com um balneário repleto de craques.
“Na luta de egos, ele não se vai deixar de ficar. É um líder carismático, afirmativo e sabe lidar com egos. Já treinou grandes equipas, que lutam por títulos, e teve resultados excelentes, logo ele tem essa capacidade. Os egos também se afirmam quando o treinador não se afirma. Se o treinador é um homem com um grande carisma, respeitado por todos, os egos dos jogadores e de outras pessoas colaterais ao futebol, tendem a baixar”, sublinhou.
Aos 71 anos, Jorge Jesus deverá rubricar na sexta-feira um vínculo com a duração de quatro anos, período que irá abarcar as próximas duas edições da Liga das Nações, o Europeu de 2028 e o Mundial-2030.
“A frontalidade, quer na relação com os jogadores quer na exposição pública na defesa das suas ideias, é a sua imagem de marca e foi assim, fiel a si mesmo e às suas ideias, que teve sucesso. Por isso não vejo como poderia mudar. Nem deve. Se a Seleção é um espelho do futebol português, o selecionador devia ser o exemplo da categoria dos técnicos portugueses. E temos muitos com categoria e capacidade para assumir a Seleção. Portugal é uma das grandes escolas atuais ao nível do treino”, sinalizou Henrique Calisto.
JJ vai suceder a Roberto Martínez, cujo o último jogo ao leme da turma das quinas foi ante a Espanha que ditou o adeus do Mundial-2026 nos oitavos de final.