Guardiola demonstra apoio às vítimas de confrontos em todo o mundo
O treinador do Manchester City, Pep Guardiola, afirmou esta terça-feira (3) que vai prosseguir com as suas declarações sobre a 'sofrimento' causado às vítimas dos confrontos globais que afectam o mundo.
Não é a primeira ocasião em que o técnico espanhol aborda temas alheios ao futebol, e ele sublinhou que não será a última, mesmo face aos pedidos para que se dedique unicamente a assuntos desportivos.
Antecipando o jogo da segunda mão das meias-finais da Taça da Liga Inglesa frente ao Newcastle, esta quarta-feira, Guardiola comoveu-se ao referir as imagens de crianças mortas e feridas em áreas de conflito por todo o mundo.
Os confrontos na Palestina, na Ucrânia e no Sudão, bem como os recentes tiros com agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) nos Estados Unidos, revoltaram profundamente Guardiola.
'Nunca, em toda a história da humanidade, tivemos estas informações mesmo à nossa frente (...) o genocídio na Palestina, o que se passou na Ucrânia, o que se passou na Rússia, o que se passou em todo o mundo, no Sudão, em todos os lados', disse aos jornalistas esta terça-feira.
'Estes são os nossos problemas enquanto seres humanos. Há alguém que veja as imagens de todo o mundo e não se sinta tocado?', questionou.
'Se fosse ao contrário, isso magoava-me. Desejar o mal a outro país? Isso magoa-me. Aniquilar milhares de pessoas inocentes, isso magoa-me', declarou.
Guardiola, de 55 anos, realçou que a sua posição nada tem a ver com política ou com tomar partido, mas sim com a protecção da vida humana onde quer que os civis sofram.
'Quando se tem uma ideia e é preciso defendê-la e é preciso matar milhares de pessoas... Peço desculpa, eu vou opor-me a isso. Estarei sempre presente, sempre.'