Griezmann encara Barcelona atrás de título da Champions antes de despedida
A formação dirigida por Diego Simeone, batida nas decisões de 2014 e 2016, ainda não levantou o cobiçado troféu da Liga dos Campeões, e o experiente avançado gaulês, que deverá rumar ao Orlando City da MLS no fim da época, não vence um troféu com o Atlético desde a Liga Europa de 2018 e a posterior Supertaça Europeia.
Griezmann abandonou o Atlético para ingressar no Barça em 2019 e permaneceu dois anos na cidade condal antes de regressar à equipa de Diego Simeone.
No curto lapso em que envergou a camisola blaugrana, Griezmann assistiu de fora à vitória do Atlético no campeonato espanhol de 2021, um galardão que lhe fugiu durante toda a carreira.
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Num momento difícil, com o Barça a tentar superar a humilhante derrota por 8 a 2 frente ao Bayern nos quartos de final da Liga dos Campeões de 2020, ele não encontrou o seu lugar numa equipa ainda comandada por Lionel Messi.
Griezmann ambiciona abandonar o Atlético, o emblema onde é o melhor marcador de sempre com 211 golos, deixando um grande título para juntar ao da Taça do Mundo de 2018, que ergueu como figura de proa da seleção francesa.
O primeiro avanço para esse fim, depois do anúncio da semana passada de que deixaria o clube, ocorre esta quarta feira no Camp Nou, no quinto embate entre Atlético e Barça nesta temporada.
Orlando esforçou se para o integrar na formação antes do final de março, mas Griezmann afirmou que ficaria no Atlético, principalmente para tentar pela última vez a Liga dos Campeões, além de disputar a final da Taça do Rei precisamente contra a Real Sociedad, o clube que o revelou e lançou para a fama.
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O atleta de 35 anos, um dos pupilos predilectos de Simeone ao longo dos 14 anos de comando do técnico, unia a dedicação laboral pedida pelo argentino a uma enorme qualidade e habilidade.
"Griezmann é um insatisfeito, é espantosa a forma como joga", louvou o treinador do Barça, Hansi Flick, na semana passada. "Ele parece tão leve... É como se estivesse a dançar", completou o germânico.
Griezmann talvez não tenha acumulado tantos troféus quanto um jogador da sua craveira merecia, mas imprimiu o seu selo como um dos avançados mais versáteis do futebol europeu na última década.
Griezmann conhece bem o que é abalar o Barça, tendo apontado dois golos nos quartos de final da Champions League de 2016, há quase dez anos, auxiliando o Atlético a eliminar a formação catalã que incluía Messi, Luis Suárez e Neymar.
Aquela campanha inesquecível acabou na final, com pranto em Milão após a perda para o Real Madrid, tal como sucedera dois anos antes em Lisboa.
Herdeiro no Atleti
Griezmann foi de início na derrota de sábado para o Barça por 2 a 1 no campeonato espanhol, o primeiro de três encontros que as duas equipas vão defrontar em onze dias.
Parte desta temporada, Simeone geriu os seus minutos em campo, colocando o frequentemente durante os jogos, um elemento que poderá ter pesado na sua escolha de partir. Contudo, o seu óptimo momento nos derradeiros meses assegurou lhe um posto no onze inicial.
Outro elemento do Atlético que um dia talvez siga os passos do gaulês para o Barcelona é o avançado argentino Julián Álvarez.
O campeão mundial de 2022 provocou perplexidade na capital espanhola ao responder recentemente "talvez sim, talvez não" quando interpelado sobre se tenciona ficar no clube após o verão europeu.
O Barça, que enfrenta uma delicada situação financeira, tem pela frente um desafio árduo para viabilizar o negócio, sobretudo depois de Álvarez ter chegado em 2024 do Manchester City por US$ 108 milhões, cerca de R$ 556 milhões na cotação actual.
"La Araña" teve uma época irregular, mas Simeone continuou a respaldar o avançado.
"Graças a Deus ele está de volta", afirmou ele após o golo marcado contra o Barça na vitória por 4 a 0 no jogo da primeira mão das meias finais da Taça do Rei, em fevereiro, encontro em que Griezmann também facturou, enquanto o Barça ruía no Metropolitano.