Gerard Martín, o defesa central invicto como titular na LaLiga

Gerard Martín, o defesa central invicto como titular na LaLiga

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Vinte e três partidas como titular na LaLiga, com 22 triunfos e só um revés. Gerard Martín não chega a ser um amuleto, mas consolidou o seu papel essencial para Hansi Flick. Embora tenha iniciado a carreira como defesa esquerdo, foi no coração da defesa que o atleta criado em Cornellà se revelou indispensável. Ali, ganha cada vez mais destaque.

Uma surpresa no miolo defensivo

De forma discreta, Martín já acumula 90 encontros pelo Barça. Todavia, o caminho não foi simples. O canhoto permanecia ofuscado por Íñigo Martínez e só via o campo como lateral esquerdo, posição em que o seu estilo defensivo gerava interrogações. A sua intervenção imprudente sobre Denzel Dumfries perante o Inter de Milão, pouco antes do golo de empate de Francesco Acerbi no segundo jogo das meias finais da Champions, não lhe trouxe vantagens. O toque no holandês foi claro, mas faltou lhe esperteza para simular uma infração que poderia ter enviado a equipa à final frente ao PSG.

Mesmo assim, Flick confiou no catalão, principalmente depois da partida de Martínez para o Al Nassr. Enquanto Alejandro Baldé se recuperava de lesão na coxa, Martín manteve o posto no flanco esquerdo, ao mesmo tempo que o par de centrais variava. Após o duríssimo desaire em Sevilha por 4 a 1, no qual saiu ao intervalo, estabeleceu se como central canhoto, o que abriu espaço para Pau Cubarsí se firmar no lado oposto. A sua capacidade na construção de jogo desde trás, que persuadiu o técnico a escalá lo de início, e a sua firmeza à guarda (participa em poucos lances, mas vence a maioria), contribuíram para firmar o sector recuado. A evidência? Jamais perdeu na LaLiga ao alinhar de raiz como central. Já na queda em Girona por 2 a 1, atuou como lateral esquerdo, detalhe de todo relevante. Logo, em 17 inícios como central, os seus dados espantam: 17 sucessos, 10 tentos encetados e 10 partidas com baliza intacta.

Obviamente, dispõe de espaço para progredir, especialmente na consistência em duelos de alta pressão. Requer tempo para se impor nas noites europeias de topo, ainda que os seus desempenhos esta temporada sejam animadores (7 inícios como central, 5 triunfos, um nulo e um desaire). Se Cubarsí representa o alicerce da retaguarda blaugrana, o parceiro, cinco anos mais velho, surge como o par ideal. Quanto mais partilharem o terreno, maior a cumplicidade.

A temporada 2026/2027 promete ser de consolidação e maturação. No torneio doméstico, Martín provou estar apto para o nível e a sua reserva além do relvado não o detém de reluzir num emblema desta envergadura.