Francesco Farioli: Se o encontro de amanhã não sair bem e tudo desabar isso vai impulsionar as vendas de jornais
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Estoril: Enfrentamos uma formação que realiza uma época bastante positiva. Praticam um futebol muito atacante. Trata se de uma equipa com partidas repletas de golos e um dos melhores ataques do campeonato. Será um desafio difícil, embora repetitivo. Da nossa parte, precisamos de entrar com a atitude certa e no nosso pico de forma.
FC Porto actua após Sporting e Benfica: Não é inédito sermos os derradeiros a entrar em campo, creio que já se repetiu cerca de 25 ou 26 vezes esta temporada, actuando sempre primeiro na liga. É uma situação que dominamos bem, logo a nossa atenção centra se sempre nos nossos próprios encontros e dedicamos toda a energia a eles.
Risco de prejudicar o acumulado anterior: Cada partida carrega o seu significado. A de amanhã destaca se pela relevância. Contudo, tendem a enfatizar as repercussões, quer positivas quer negativas. O essencial para os próximos 45 dias até ao fim da época reside em mantermos o foco no que resta. Mantemos nos conectados em cada instante. Concentrar energias aqui ou ali não nos conferirá qualquer benefício. Evidentemente, externamente criam narrativas sobre potenciais desfechos... Já se verificou no passado. Se o jogo de amanhã não correr de feição e tudo ruir, isso certamente ajudará a vender jornais. Respeito o vosso labor, mas nós avançamos jogo a jogo. Permanecemos atentos ao presente.
Eficácia no ataque: Conversámos após o duelo com o Nottingham e na análise ficou ainda mais evidente do que observei em directo. Trata se de uma realidade, provocada pelas ausências de De Jong e Samu. Ainda assim, acredito que o coletivo responde bem. William Gomes não estará apto amanhã, e tem sido um dos elementos com maior impacto na equipa este ano. Agora, urge que todos cubram as falhas no sector frontal e elevem a taxa de concretização. Seria um avanço significativo.
A juventude do elenco constitui um obstáculo? Na verdade, considero que dispomos de uma combinação equilibrada entre jovens e veteranos. Todos os integrantes possuem a serenidade necessária para esta recta final da temporada, mas também contam com o vigor e a dinamismo que a juventude proporciona. Penso que é a mescla ideal para concluirmos a época no melhor nível. Com esta mentalidade, superamos as adversidades que enfrentámos. As emoções foram intensas, mas a reacção do grupo foi sempre positiva. Conhecemos o motivo pelo qual competimos. Temos inúmeras pessoas em mente para lhes oferecer o que merecem. A motivação persiste, o ânimo idem, desejamos manter a concentração em tudo o que se avizinha, sobretudo amanhã.
Assobios a Moffi? Existiram instantes de irritação
Retorno de Pietuszewski: Conversei com Oskar nos dias recentes, após o regresso à selecção, mas também depois do embate com o Famalicão, pois julguei essencial esclarecer as minhas escolhas. Se considerarmos o que lhe ocorreu nos últimos dois meses, actuar pela Polónia, num emblema desta envergadura e ingressar como um miúdo com enorme potencial e nesse lapso tornar se num peça chave... é compreensível a pressão imensa nos seus ombros. Mas a essência é que ele permanece o mesmo Oskar. Ao chegar, sabíamos tratar se de um dos mais dotados, embora com margem para progredir e evoluir. Creio que esta semana o auxiliou a voltar ao Porto e à equipa, com o entusiasmo e a leveza requeridos. Espero que amanhã esteja pronto para contribuir como habitualmente. Contudo, não se espere que cada toque resulte em golo ou passe decisivo.
Assobios a Moffi: Reconhecemos que os nossos adeptos são bastante criteriosos. É positivo, de certo modo. A prestação registou momentos de leve descontentamento, mas ele é um atleta que se esforça ao máximo, treina com afinco, em três meses... Encontra se plenamente no trajecto adequado. Já apontou golos cruciais para nós e mais surgirão. A coesão desempenhará um papel vital esta época e a família portista deve unir se para remarmos no mesmo sentido. Todos os futebolistas concentram se no bem do FC Porto.
Vantagem pontual dissipada após o empate frente ao Famalicão: Penso que desde o arranque da temporada não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar pontos. Se analisarmos a média de pontos dos três grandes este ano, supera a da época transacta, onde o título se decidiu na derradeira jornada, salvo erro. Numa temporada em que os três principais contendores superam o desempenho anterior, vencer todos os jogos torna se quase imperativo. Se nos distrairmos com factores externos, perdemos o norte do que é vital para nós e da maneira como encaramos as partidas. Para amanhã, nada altera. Caso contrário, não registaríamos 34 triunfos em 45 jogos. A estratégia deve manter se inalterada. A cabeça precisa de clareza. Mas a vontade em cada fase deve manifestar se amanhã.
Relevância de Rodrigo Mora: Os nossos dois médios mais adiantados, desde o início da época, exercem um influência notável. Referiu o Rodrigo (Mora). Há dias recebeu uma chamada para a selecção nacional, não apenas pelo seu rendimento, mas pela competitividade que demonstra, um aspecto em que se torna cada vez mais versátil. Há também o Gabri (Veiga), que eu vejo como o cérebro da formação. Assim como Rodrigo, ambos nos proporcionam uma versatilidade que só talentos como eles conseguem.
Encontro com Estoril é decisivo? Não sei se fui claro antes, mas já expus a minha visão. Pela sétima ou oitava interrogação sobre a tensão do jogo de amanhã, reitero que será relevante como o foi contra o Famalicão, o SC Braga... Face ao andamento dos três da frente, cada partida vale imenso para nós. Não faz sentido amplificar a pressão sobre amanhã, basta estarmos aptos para render ao máximo. Refletir no duelo com o Famalicão ou no desfecho final não pode ser a nossa abordagem. Devemos centrar nos passos a dar amanhã. Essa é a postura para amanhã e os subsequentes. Nada muda. Temos de brilhar sempre que possível.
Margem para aprimoramentos no último passe: Se voltarmos ao jogo com o Nottingham, dadas as chances geradas, julgo que produzimos o suficiente para um triunfo por dois ou três golos. Mas por vezes ignoramos os obstáculos e que o adversário tem valor, com um técnico de grande calibre, apreciado por todos no clube. Se apontamos a ausência de um 2 ou 3 0, isso reflecte o nível da nossa equipa e o seu percurso. O jogo com o Nottingham pertence ao passado e agora concentramo nos no Estoril e no que faremos amanhã.
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