FPF e Bruno Paixão ex árbitro alcançam entendimento para encerrar controvérsia legal

FPF e Bruno Paixão ex árbitro alcançam entendimento para encerrar controvérsia legal

A FPF anuncia que firmou um acordo com Bruno Paixão desta forma pondo fim à controvérsia entre as partes que se prolongava nos tribunais desde 2012 momento em que o ex árbitro foi removido da lista de internacionais enviada pela FPF à FIFA o que o levou a iniciar uma ação judicial pedindo compensação pelos danos supostamente causados por essa escolha declarou a entidade em nota oficial.

O pacto recebeu aprovação da direção da FPF sob a presidência do também ex árbitro internacional Pedro Proença durante uma assembleia de 23 de março possibilitando o fecho definitivo do caso e impedindo a persistência de um conflito com consequências negativas para todos os envolvidos.

A direção da FPF expressa gratidão a Bruno Paixão pela abertura e cooperação exibidas na solução desta controvérsia e deseja lhe as melhores suertes na vida pessoal e na carreira acrescentou.

Bruno Paixão com 51 anos manifestou apreço pelo esforço da direção da FPF em dirimir o assunto que teve origem no primeiro período à frente da presidência de Fernando Gomes predecessor de Pedro Proença na federação que regula o futebol em Portugal e atual responsável pelo Comité Olímpico de Portugal COP.

O entendimento agora obtido permite enfim encerrar uma controvérsia que poderia e deveria ter sido resolvida há tempo portanto não posso deixar de destacar e enfatizar o compromisso da direção atual da FPF para que pudéssemos em conjunto chegar a uma conclusão que proteja os interesses de ambas as partes disse ele recordando os evidentes efeitos pessoais especialmente financeiros e de reputação resultantes do processo.

O ex árbitro filiado à associação de Setúbal ascendeu à elite nacional em 1999 e obteve status internacional em 2004 perdendo esses títulos em 2012 após ser excluído pela Comissão de Arbitragem CA da FPF da relação de árbitros internacionais submetida à FIFA para o ano subsequente.

Descontentado com o 14.º posto na avaliação dos árbitros de 2011/12 que junto ao 17.º da época anterior o tirou da lista de internacionais Bruno Paixão contestou a determinação federativa nos tribunais civis argumentando violação de direitos laborais uma das ressalvas permitidas pela FIFA em recursos levados a instâncias externas ao âmbito desportivo.

O árbitro de Setúbal cessou como juiz principal em 2017/18 após cerca de 250 partidas na Liga mas manteve se conectado à arbitragem nas três temporadas seguintes atuando como videoárbitro VAR e observador antes de trabalhar com certas equipas.