Flamengo exige vitória por W.O. devido ao tumulto e adiamento na Libertadores

Flamengo exige vitória por W.O. devido ao tumulto e adiamento na Libertadores

"A Conmebol optou por suspender o encontro, abrindo agora um processo formal. Desejamos conquistar os três pontos, pois a culpa não nos cabe. O regulamento é evidente, o organizador local falhou em assegurar a protecção", afirmou Boto.

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"Até o presidente do Independiente Medellín, que defendia o jogo à porta fechada, admitiu a falta de segurança tanto dentro como fora do recinto desportivo", complementou o director desportivo.

Boto sublinhou ainda que o Flamengo pretendia disputar o jogo, desde que todas as medidas de segurança fossem implementadas, o que não se verificou.

"A nossa intenção era jogar, porém exigíamos que fossem asseguradas todas as condições de protecção para os nossos atletas, os nossos adeptos e para nós ao sairmos do estádio rumo ao aeroporto. Essas condições não foram cumpridas, justificando assim a decisão da Conmebol, que nos parece a mais adequada. A prioridade é sempre a segurança e a integridade física das pessoas", rematou.

Prevê-se que o resultado do jogo seja resolvido em instâncias judiciais, seguindo exemplos de incidentes recentes no futebol sul-americano. Um caso idêntico deu-se no embate entre Colo-Colo e Fortaleza, no ano transacto, onde os brasileiros obtiveram os pontos e o emblema chileno enfrentou severas penalizações da Conmebol.

Neste contexto, o Flamengo ganharia os três pontos, enquanto o Independiente Medellín arriscaria castigos administrativos, monetários e mesmo a eliminação da competição. Uma outra consequência possível envolveria a obrigatoriedade de jogos à porta fechada em partidas futuras.

O emblema colombiano será provavelmente acusado nos artigos 16 e 24 do Código Disciplinar da Conmebol, que estabelece que a equipa é "responsável pela suspensão definitiva, adiamento ou abandono do jogo".

Compreenda o incidente

O jogo entre Independiente Medellín e Flamengo, realizado esta quinta-feira (7), no Estádio Atanasio Girardot, foi cancelado após mais de uma hora de interrupção por ausência de segurança.

A partida, correspondente à Taça Libertadores, decorreu apenas três minutos antes de o árbitro Jesús Valenzuela a suspender; a medida surgiu depois de adeptos colombianos lançarem artefactos pirotécnicos e objectos para o relvado, obrigando os jogadores a refugiarem-se nos balneários.

A formação colombiana atravessa uma crise interna profunda e o descontentamento dos adeptos com a direcção tem vindo a agravar-se nos últimos dias. No meio do confusão, os adeptos ameaçaram invadir o terreno de jogo, prolongando os protestos à administração do próprio clube, à Conmebol e também à FIFA.