Fla x Flu: o adversário mais irritante testa o Flamengo
O Flamengo conseguiu pontos em 33 dos últimos 35 jogos no Maracanã pelo Brasileirão Série A (22V/11E/2D). Contudo, as duas derrotas sofridas foram precisamente contra o Fluminense: 1 a 2 em novembro de 2025 e 0 a 2 em outubro de 2024.
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Essas duas triunfos do Tricolor integram uma série notável. Registam 22 partidas seguidas como visitado no Maracanã invicto (19V/3E). Ademais, a equipa venceu as últimas 14 partidas de Brasileirão nessa situação.
Fluminense: o espinho no lado rubro-negro
O histórico do Flamengo frente aos três rivais, desde 2020, esclarece porque o Fluminense perturba tanto o rubro-negro.
Em 36 encontros nesse intervalo, o equilíbrio domina: 13 vitórias para cada um e 10 empates. No mesmo período, o Flamengo defrontou o Vasco em 21 jogos, venceu 15, empatou quatro e perdeu só dois. Contra o Botafogo, o quadro é parecido: em 19 confrontos, são 13 sucessos rubro-negros, quatro alvinegros e dois empates.
Os duelos recentes entre Flamengo e Fluminense também equilibraram em campo, sobretudo a final do Cariocão, que acabou 0 a 0 e só se resolveu nos penáltis. Segundo a Opta, o Flamengo não atingiu 10 tentativas de golo em nenhum dos dois clássicos contra o Fluminense em 2026 (oito na fase de grupos e nove na final).
O Tricolor também gerou pouco nesses jogos, com 10 e 11 tentativas, respectivamente. Para comparar, as médias das equipas no Brasileirão Série A 2026 são de 15,3 remates por partida para o Flu e 13,2 para o Rubro-Negro.
Estatísticas da dupla FLA-FLU na liga
A propósito, os dados do Brasileirão ajudam a compreender por que estes dois clubes ocupam posições elevadas na tabela. De acordo com a Opta, Fluminense e Flamengo comandam o Brasileirão Série A 2026 em diversas medidas de construção de jogo, como passes por jogada (4,5 e 4,3, respectivamente), sequências de 10 ou mais passes (15,8 e 13,8 por partida) e ataques organizados (3,2 por jogo para ambos).
As equipas figuram entre os quatro melhores ataques, com 17 golos do Flu (2º) e 16 do Fla (4º). Na defesa, o Tricolor cedeu 11 golos (8º), enquanto o Rubro-Negro sofreu 9 (2º).
A formação das Laranjeiras marca com frequência porque remata muito e com exactidão. É a terceira em remates (153) e comanda a liga em remates enquadrados (6,2 por jogo). O Flamengo, embora com golos similares, remata menos, o que sugere maior eficácia. Está apenas no 13º em remates (119) e no 16º em remates enquadrados (3,9 por partida).
Os dois clubes também se destacam por manterem a bola mais tempo. O Fluminense regista média de 59,9% de posse, a mais elevada da liga, ao passo que o Flamengo surge com 55,5%, a sexta maior. Este domínio justifica-se pela precisão nos passes: o Tricolor lidera com 88% de sucesso, e a equipa da Gávea segue de perto, com 87,1%.
No entanto, convém referir que não é uma posse infrutífera, pois os números de golos e remates já o demonstram. O Fluminense é o terceiro com mais toques na área contrária (26,1 por jogo), o segundo em passes acertados no terço final (105,5 por partida) e o líder em precisão nesse sector (79,9%).
O Flamengo regista 62,6 toques na área contrária por jogo (10º), completa 100,4 passes no terço final (6º) e acerta 74,5% nessa zona (6º).
Assim, as equipas criam grandes ocasiões com regularidade. O Tricolor acumula 21 grandes chances geradas (4º) e 13 convertidas (1º). O Rubro-Negro criou 14 (8º) e aproveitou oito (4º).
O Mais Querido tem-se evidenciado na recuperação da bola. É a equipa que mais intercepta, com 72,3% de êxito nas intercepções. Este é um aspecto a vigiar para o Fluminense, que tem apenas 56,9% nesse domínio, a terceira pior registo do Brasileirão.
Também é muito complicado rematar contra a equipa de Leonardo Jardim. São só 104 remates sofridos, a segunda menor marca da liga. Já a de Zubeldía sofreu 116, a sétima menor.