Filha de Maradona afirma que existia um plano para a morte do pai que escapou ao dominio dos responsáveis
Existia um plano sem duvida e ha quem o dirigia mas as situacoes sairam do seu alcance declarou Giannina de 36 anos nesta semana alem do julgamento em San Isidro de sete profissionais de saude por supostas negligencias mortais contra a estrela argentina do futebol que faleceu a 25 de novembro de 2020
Criticou alguns proximos como o antigo advogado e representante de Maradona Matias Morla e o seu antigo assistente Maximiliano Pomargo que nao se encontram entre os acusados Contudo eles tambem foram agora enviados a julgamento em data ainda por marcar por gestao fraudulenta das marcas Maradona
Demoro a compreender bem esse plano o desejo de o matarem Morla queria o controlo da vida do meu pai sem duvida disse ela
O poder de controlar Maradona
Para defender esta ideia lembrou que alguns dos acusados convenceram a familia em novembro de 2020 de que a unica alternativa para Maradona apos a cirurgia neurologica era a recuperacao em casa e nao o tratamento em psiquiatria O ex jogador do Napoles poderia tambem lidar com as suas adicçoes mas isso exigiria perante a recusa provavel de Maradona a intervencao de um juiz
Nao lhes interessava que o meu pai fosse para psiquiatria pois muitas coisas cairiam para Morla a quem Maradona dera poderes para o uso comercial do seu nome lembrou Giannina
Ele que tinha a assinatura podia assinar como o meu pai Detinha o poder de controlar Maradona e usava esse poder como queria criticou denunciando que o circulo proximo naquela altura sempre pensava no lado financeiro nao na saude do icone argentino
No seu extenso testemunho ha duas semanas no julgamento Giannina varias vezes comovida ate chorar denunciou uma manipulacao total terrivel da familia pela equipa medica em volta do pai
O enquadramento da sua recuperacao em Tigre a norte de Buenos Aires numa casa ampla mas sem equipamento medico apropriado quase insalubre e descrita pela acusacao como carente de tudo e um ponto central do julgamento
Giannina acha que os sete acusados sao todos culpados em graus variados e indica Leopoldo Luque entao medico pessoal de Maradona como o que liderava tudo na equipa era a voz dominante
Ainda assim sublinha que cada um responde pelo que fez ou nao fez O enfermeiro que o devia monitorizar antes de partir nao o fez e o que chegou tambem nao o monitorizou
Eles temiam
Maradona morreu aos 60 anos por uma paragem cardio respiratoria e um edema pulmonar segundo peritagens apos horas de sofrimento sozinho na cama da casa alugada para a recuperacao
Todos seguiam uma orientacao e respeitavam algo insistiu Giannina mantendo a noçao de plano
Quem movia os fios um pouco era o Maxi Pomargo antigo confidente de Maradona cunhado do advogado Morla
De facto garante Giannina quando o estado do pai piorou os elementos da equipa de cuidados tinham medo pois nos audios mensagens includas no processo nota do editor ouvem se frases como Estou a proteger me legalmente Nunca pensaram que o Ministerio Publico actuasse tao depressa apreendesse os telemoveis fizesse buscas nas casas deles
Os sete acusados negam qualquer culpa na morte de Maradona alegando causas naturais Defendem se com a sua area de actuacao cada um com o seu papel Arriscam de 8 a 25 anos de prisao