FIFA inicia venda dos bilhetes finais para o Mundial a 1 de abril
Esta etapa de comercialização de última hora arranca às 12h (hora de Brasília) no sítio oficial FIFA.com/tickets, anunciou a federação internacional de futebol num comunicado.
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Os bilhetes serão disponibilizados por ordem de chegada, com base no princípio "primeiro a chegar primeiro servido" e mantêm-se à venda até ao fim do torneio a 19 de julho, indicou a entidade.
Os bilhetes entrarão no mercado de forma gradual, incluindo para jogos que se realizam no próprio dia, esclareceu a FIFA.
Na fase especial de venda por sorteio aleatório de seleções, entre janeiro e fevereiro, foram comercializados mais de um milhão de bilhetes, face a mais de 500 milhões de pedidos, de acordo com os organizadores.
Em suma, prevê-se a venda de cerca de sete milhões de bilhetes, tendo em conta a lotação dos 16 estádios que acolhem o evento nos Estados Unidos Canadá e México.
A comercialização de bilhetes tem gerado polémica pois a FIFA é acusada de os propor a preços elevadíssimos contrariando as promessas feitas aquando da atribuição do torneio aos três países anfitriões.
Esta terça-feira a Football Supporters Europe (FSE) revelou ter submetido uma queixa contra a FIFA à Comissão Europeia pedindo que abandone as suas condições de compra "opacas e injustas".
Em parceria com a Euroconsumers organização que representa os consumidores no continente a FSE entregou "uma queixa formal à Comissão Europeia contra a FIFA por abuso da sua posição dominante" explicou o grupo.
A FIFA justificou o valor desses bilhetes alegando uma procura "enorme" conforme o seu presidente Gianni Infantino.
No entanto em dezembro a federação lançou uma categoria de bilhetes a US$ 60 (cerca de R$ 314 na taxa atual) destinada aos clubes oficiais de adeptos. Contudo segundo a FSE essa quota esgotou quase por completo antes do início das vendas ao público em geral.
Por sua vez a FIFA reactivará a sua plataforma oficial de revenda e troca de bilhetes a 2 de abril.
Essa plataforma também enfrenta críticas pelos preços altíssimos dos bilhetes em revenda.
A FIFA esclareceu que não interfere neste "mercado de adepto para adepto" onde o vendedor "define o preço de cada bilhete".