FIFA castiga federação de Israel por discriminação e abuso racista contra Associação Palestina
A deliberação surgiu depois de a Associação Palestina de Futebol (PFA) denunciar uma "violação por discriminação". Na análise, o Comité determinou que a IFA “incumpriu repetidamente as suas obrigações como associação membro da FIFA”.
Como sanção, a IFA foi penalizada com uma multa de 150 mil francos suíços (cerca de R$ 996,7 mil). Um terço dessa quantia deve ser aplicado, no espaço de 60 dias, na execução de um programa de prevenção à discriminação.
De acordo com a FIFA, o plano necessita de ser aprovado pelo Comité Disciplinar e abranger "alterações, procedimentos, supervisão e acções de sensibilização nos recintos desportivos e nos canais oficiais ao longo de uma época completa".
Dentre as acções impostas, figura também a colocação de uma faixa com o lema “O Futebol Une o Mundo – Não à Discriminação”, junto ao logótipo da federação israelita, nos três próximos jogos da selecção como anfitriã.
Os dois terços remanescentes da multa têm de ser liquidados em 30 dias após a comunicação da decisão. Para além da coima financeira, a IFA mereceu uma advertência oficial.
Num comunicado, a FIFA evitou menções directas aos confrontos no Médio Oriente. Todavia, sublinhou que, apesar de as suas resoluções se restringirem ao domínio das normas desportivas, a organização “não pode ignorar o enquadramento humano mais vasto em que o futebol se desenvolve”.
"O desporto há-de prosseguir como uma plataforma para a paz, o diálogo e o respeito recíproco. O seu alcance mundial e o seu potencial de coesão implicam a obrigação de promover os princípios da dignidade, da igualdade e da humanidade — sobretudo em períodos de conflito e cisão", rematou.