FC Porto conquista título: Celebrações em Moçambique com os filhos do dragão
Sempre tive confiança e esta vitória era mesmo o que esperávamos e merecíamos, declarou à Lusa Jéssica, de 29 anos, uma das várias seguidoras do FC Porto, vestida a preceito, que se reuniu num dos restaurantes do centro da capital moçambicana para ver o jogo contra o Alverca (1-0).
Assim que o encontro terminou, a duas rondas do fim da liga, o azul dominou uma comemoração que os fãs portistas em Maputo aguardavam há quatro anos: Muita animação. Não podia ser de outra forma.
Para além da alegria do momento atual, com cantos e pulos, já se pensa no que vem a seguir.
Estamos preparados para a próxima época, afirmava a rapariga. Perto dela, Dale Narciso, profissional de saúde, soltava um suspiro de alívio no fim da partida, tenso pelo suspense do jogo decisivo e agora disposto a celebrar em Maputo.
Estamos em festa. O campeão regressou. Todos estamos contentes, muita alegria. Foram quatro anos de espera, é uma emoção enorme, explicava.
Hoje há comemoração em Maputo, o campeão está de volta, assegurava também, mencionando que as últimas celebrações azuis e brancas em Moçambique ainda foram limitadas pelas medidas da pandemia de COVID-19, em 2022.
Vamos celebrar com toda a energia. Precisamos de renovar este cachecol, o último é de 2022, agora é 2026, declarava Dale.
Logo no início da festa, antes mesmo do fim do jogo, os cantos de o campeão regressou misturavam-se com a canção dos filhos do dragão, entoada com acento moçambicano.
O encontro foi promovido pela Casa 57 do Futebol Clube do Porto em Maputo. Lá, o jogo foi acompanhado com mãos ansiosas, cervejas e olhares fixos no ecrã, para evitar qualquer imprevisto de última hora.
Arlindo Duarte, líder da Casa 57, não disfarçava a emoção pela conquista do campeonato e o reconhecimento a André Villas Boas, presidente do emblema: Trouxe de volta o espírito.
Que o FC Porto vença muitas mais vezes, desejou ainda, oferecendo de Maputo o título ao presidente dos presidentes, Pinto da Costa, e ao capitão dos capitães, Jorge Costa.
Com a vitória confirmada, e enquanto se aprontava para liquidar a conta, Alípio Fernandes, de 35 anos, já planeava a festa que, em Maputo, sem dúvida alguma, vai acontecer, com um apelo da capital moçambicana: Queremos ser bicampeões no ano que vem.
Relativamente à vitória de agora, confessa que nunca perdeu a fé.
O Porto é o Porto. Mesmo que por muito tempo parecesse que outro clube de Lisboa dominava, mas nós sabíamos que iríamos regressar ao cume. E hoje voltámos ao topo com todo o mérito, somos campeões. E o campeão está de volta.
Do mesmo modo, Celso Vilanculo, de 48 anos, diz, cheio de entusiasmo, que a primeira fase excecional não deixou margens para dúvidas entre os adeptos quanto ao campeonato de 2026: Este ano sempre tive crença.
Mesmo na festa, a ocasião serviu para instar o clube a investir em Moçambique, com presença oficial e talvez uma academia.
Sabemos que os rivais já o fazem, gostaríamos que o Porto também apoiasse esta iniciativa, solicitou Celso.
Nesse local, em clima festivo, reuniram-se principalmente amigos e fãs, mas também famílias, com cachecóis e camisolas. Ao lado da esposa e do filho, Herlim Fernandes viu tenso o jogo do título no mesmo sítio e integrou-se na celebração que também ansiava há tanto tempo.
Sempre acreditei que o Porto ia ganhar esta liga, afinal desde o início fomos a equipa mais sólida (…) Há festa em Maputo, amigos em Portugal e por todo o mundo, lançou.