"Espero que não haja tempestades": França preparada para calor extremo no duelo com o Paraguai
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As equipas vão defrontar-se este sábado, em Filadélfia, precisamente quando a cidade celebra o 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, e com alertas meteorológicos ativos devido às condições atmosféricas.
"Sabíamos que ia estar muito calor. Penso que amanhã estará um pouco mais fresco do que hoje, e espero que desta vez não haja tempestades", afirmou Deschamps aos jornalistas no Lincoln Financial Field, onde se disputará o jogo deste sábado.
A França já jogou em Filadélfia durante a fase de grupos, e a sua vitória por 3-0 sobre o Iraque foi interrompida durante duas horas devido a uma tempestade que passou sobre o estádio.
"É algo que temos de ter em conta, mas penso que todas as equipas se prepararam para isso. Pode ter impacto em todas as equipas", disse Deschamps.
"Este será o nosso quinto jogo no torneio e isso também terá influência, mas não estou obcecado com o calor", acrescentou o selecionador francês.
O sindicato internacional de jogadores FIFPro já tinha alertado, durante o Mundial de Clubes do ano passado nos Estados Unidos, para os potenciais perigos de jogar sob condições extremas.
A cidade da Pensilvânia registou temperaturas de 38 graus Celsius (101 Fahrenheit) esta sexta-feira, com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA a manter o alerta de calor extremo até sábado à noite.
O jogo está agendado para as 17:00 locais (22:00 em Portugal Continental).
"Sabemos que o tempo vai estar mesmo difícil amanhã, mas é uma desvantagem para ambas as equipas, por isso só temos de saber lidar com isso", afirmou Desiré Doué, da França.
Os Bleus, que contam com todo o plantel disponível para o jogo, exceto Marcus Thuram, que está indisponível, têm sido provavelmente a equipa mais impressionante do torneio até ao momento.
"Como uma tempestade elétrica"
Venceram os quatro jogos disputados e marcaram um total de 13 golos, apontando pelo menos três em cada partida. Só Kylian Mbappé já marcou seis golos.
"A França é como uma tempestade elétrica. Temos de estar atentos porque a tempestade aproxima-se e tentar preparar-nos para os relâmpagos", afirmou Gustavo Alfaro, o treinador argentino do Paraguai.
"Estamos habituados ao calor e, claro, temos de sofrer com isso. Nunca se jogaria um jogo do Mundial às 17:00 no Paraguai, e se o fizéssemos provavelmente perderíamos, mas é como quando se vai a Quito (jogar com o Equador), e é preciso estar preparado para a altitude", acrescentou.
O Paraguai chegou a esta fase após uma surpreendente vitória nos penáltis frente à Alemanha nos 16 avos de final. Um novo triunfo inesperado frente à França garantir-lhes-ia a passagem aos quartos de final pela segunda vez, depois do apuramento para os oito melhores em 2010.
"O que fizemos nessa altura foi fantástico e pode servir-nos de grande exemplo, mas viemos para escrever a nossa própria história", afirmou Alfaro.
A sua equipa é claramente a menos favorita neste jogo – ocupa a 41.ª posição no ranking FIFA, 38 lugares abaixo da França, e terminou apenas em sexto lugar na qualificação sul-americana para o Mundial.
O primeiro jogo no torneio foi uma pesada derrota por 4-1 frente aos coanfitriões Estados Unidos, mas uma vitória sobre a Turquia e um empate com a Austrália permitiram-lhes chegar à fase a eliminar como uma das melhores terceiras classificadas.
"Há um ano e nove meses esta equipa não tinha qualquer hipótese de chegar ao Mundial, tínhamos cinco pontos em 18 possíveis na qualificação, e perdemos todos os jogos na Copa América", acrescentou Alfaro.
"Mas viemos aqui para competir, e vencemos a Alemanha quando aparentemente não tínhamos qualquer hipótese de passar. É um privilégio poder participar nestes jogos. As grandes equipas podem aceitar jogar um particular contra nós, mas isto não é um particular. Não sinto qualquer pressão, mas isso não significa que não queira vencer", concluiu o selecionador do Paraguai.