Ebola surto: EUA impõe isolamento aos jogadores da RD Congo antes do Mundial
O diretor executivo do Grupo de Trabalho da Casa Branca para o Campeonato do Mundo, Andrew Giuliani, afirmou ao canal ESPN que as autoridades notificaram a FIFA, a equipa congolesa e o governo daquele país sobre a necessidade de manter uma "bolha sanitária" na Bélgica.
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Os futebolistas da RD Congo estão reunidos em Liège, onde se preparam para o torneio, que arranca a 11 de junho. "Deixámos bem claro à RD Congo que devem preservar a integridade da sua bolha durante 21 dias, antes de poderem deslocar-se para Houston, no dia 11 de junho", declarou Giuliani à ESPN. "Também deixámos bem claro ao governo da RD Congo que devem manter essa bolha, ou arriscam-se a não conseguir viajar para os Estados Unidos."
Numa declaração enviada separadamente à AFP pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Giuliani reafirmou que a prioridade absoluta é "a segurança do povo americano, das equipas participantes e dos milhões de adeptos".
No início desta semana, as autoridades norte-americanas indicaram que a seleção congolesa estaria isenta da suspensão temporária de viagens aplicada a indivíduos que estiveram recentemente na RD Congo, no Uganda ou no Sudão do Sul.
"Incentivamos a equipa a proteger os seus jogadores de exposições desnecessárias e a manter a integridade da sua bolha, para assegurar que possam competir no torneio", afirmou Giuliani.
A Organização Mundial de Saúde reportou esta sexta-feira 82 casos e 7 mortes confirmadas por ébola na RD Congo, além de cerca de 750 casos suspeitos e 177 óbitos sob suspeita.
A RD Congo qualificou-se para o Campeonato do Mundo pela segunda vez na sua história, após a estreia em 1974, quando o país competiu sob o nome de Zaire. A equipa terá como base a cidade norte-americana de Houston, onde disputará a 17 de junho o seu primeiro jogo do Grupo K, contra Portugal.