Delegação da FIFA avaliará segurança e transportes no México para o Mundial de 2026

Delegação da FIFA avaliará segurança e transportes no México para o Mundial de 2026

A FIFA planeia enviar uma delegação ao México para examinar temas como segurança e transportes relativos ao Mundial de 2026, revelou a presidente do país Claudia Sheinbaum nesta sexta-feira 27.

Sheinbaum falou por telefone na quinta-feira com o presidente da FIFA Gianni Infantino que renovou a sua confiança no México como anfitrião do torneio.

Ele assegurou-me a realização do Mundial no nosso país e concordámos que uma equipa da FIFA virá verificar vários aspectos acrescentou a presidente na sua conferência de imprensa matinal.

As inquietações quanto à segurança no México um país afetado pela violência ligada ao narcotráfico há duas décadas intensificaram-se após criminosos terem perpetrado uma onda de ataques no domingo passado em represália pela morte de Nemesio Oseguera líder do Cartel de Jalisco Nova Geração numa operação militar.

Sheinbaum esclareceu que Infantino questionou se algo em concreto a preocupava. Respondi-lhe que não o domingo foi um episódio pontual e já regressámos à normalidade disse ela.

A presidente mexicana indicou que a delegação da FIFA incidirá nomeadamente no trânsito e nos transportes para facilitar o acesso dos adeptos aos estádios.

Na noite de quinta-feira Infantino partilhou uma fotografia com Sheinbaum no Instagram para divulgar o diálogo. Reafirmei a nossa confiança total no país anfitrião e aguardo com grande entusiasmo que acolha todos os jogos previstos escreveu o líder.

Na terça-feira a chefe de Estado afastou qualquer risco para os adeptos que viajem ao México para o evento em particular para Guadalajara que juntamente com a Cidade do México e Monterrey será uma das cidades-sede do Mundial.

Guadalajara capital do estado de Jalisco no oeste ficou imobilizada pela violência provocada após a confirmação da morte de Oseguera.

El Mencho como era conhecido comandava o influente Cartel Jalisco Nova Geração cujas facções executaram ações sincronizadas em 20 dos 32 estados do México obstruindo estradas incendiando negócios e atacando edifícios oficiais o que resultou em mais de 70 vítimas mortais.