Corinthians contra São Paulo: o dérbi das camisolas 9 sem golos
Yuri Alberto acumula oito jogos sem marcar. Como referência no ataque da formação orientada por Fernando Diniz, não festeja um golo desde 10 de abril, no encontro com o Platense, pela Libertadores, vitória por 2 a 0 do Timão.
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Esta sequência sem golos abrange o Brasileirão, a Taça do Brasil e a própria Libertadores, equipa já apurada para os oitavos de final.
Este domingo (10), para celebrar os 50 anos da Invasão Alvinegra no Rio de Janeiro, data a assinalar em dezembro, o Corinthians estrea a sua camisola preta quase retró, aludindo ao empate 1 a 1 frente ao Fluminense.
Há mais de duas décadas sem troféus, os adeptos alvinegros invadiram o Maracanã e partilharam quase por igual as bancadas com os tricolores. As estimativas mais animadas da comunicação social da altura apontam para 70 mil alvinegros, incluindo fãs de outros clubes cariocas, presentes na Cidade Maravilhosa para o jogo.
Após o empate nos 90 minutos e o prolongamento sem golos, o Timão avançou à final ao vencer nos penalties. Contudo, o Internacional levou o título desse ano com um 2 a 0 na final.
O Corinthians terminou o jejum em 1977, ao conquistar o Paulista contra a Ponte Preta. Uma das figuras desse plantel era o avançado Geraldão, o número 9 entre os 13 maiores goleadores da história do clube. Inspiração para Yuri?
No Brasileirão actual, o camisola 9 do Corinthians só marcou um golo. Um registo fraco para um ponta de lança. Registou 15 remates, nove deles ao ferro. A eficiência é de apenas 7%. Os números de Yuri Alberto afectam directamente o ataque da equipa. Com 10 golos até agora, é o pior sector ofensivo da prova.
Por isso, considerando todos os torneios em curso, o melhor marcador do Corinthians este ano é o defesa central Gustavo Henrique, com três golos. Lingard, Bidon e Yuri contam com dois cada um, no somatório do Brasileiro e da Libertadores.
Na lista de assistências do Corinthians no campeonato nacional, o nome do avançado não figura. No entanto, Yuri Alberto destaca se no relvado de Itaquera: é o maior goleador do estádio, com 50 golos em 116 partidas, média de 0,43 golos por jogo.
Fase sem golos também no 9 tricolor
No São Paulo, o panorama é semelhante, embora Calleri já some seis golos no Campeonato Brasileiro, partilhando a liderança com Luciano.
Nos derradeiros cinco jogos do argentino, desde a vitória por 4 a 1 sobre o Cruzeiro no Morumbis, a 4 de abril, nenhum comentador proferiu as palavras de sempre: “Passe para o Calleri que é golo”.
Lesionado, falhou dois jogos do São Paulo no último mês e foi poupado no encontro a meio da semana, no Chile: empate sem golos com o O'Higgins, pela Sul Americana.
O rendimento do camisola 9 tricolor supera ligeiramente o de Yuri Alberto. São 32 tentativas de golo para facturar seis, com 19% de aproveitamento.
O Corinthians luta na zona de despromoção. O São Paulo ocupa o G4. Ambas as equipas precisarão dos seus avançados para ganhar fôlego e enfrentar a semana da Taça do Brasil com maior serenidade. Até ao momento, nos campeonatos em disputa, cada uma teve nove jogadores distintos a marcar.
Se no Timão os golos estão mais distribuídos, no São Paulo, que chega ao Majestoso com lacunas sobretudo na defesa, três elementos concentram a maioria: Calleri e Luciano, com seis cada, e Ferreirinha, com quatro, três deles no mesmo jogo, contra o Cruzeiro.
A favor do Corinthians, e apesar da seca do seu camisola 9, conta a dificuldade do São Paulo em vencer em Itaquera. Em 22 jogos, há 12 triunfos do Corinthians, nove empates e só uma vitória tricolor.
O único êxito do São Paulo aconteceu no Campeonato Paulista, em Janeiro de 2024. A formação, então treinada pelo estreante Thiago Carpini, bateu o Corinthians por 2 a 1, com golos de Luiz Gustavo e Calleri para os vencedores e de Arthur Sousa, no final, para os vencidos, orientados nessa altura por Mano Menezes.