Campeonato Brasileiro: Corinthians derrota São Paulo num dérbi agitado (3-2)
Reviva os principais momentos do jogo
O dérbi arrancou com intensidade, com as duas formações a gerarem chances de golo. O Corinthians foi ganhando terreno aos poucos e abriu a contagem num lance de jogo parado.
Rodrigo Garro executou o pontapé de canto com exatidão para a zona próxima da baliza e Raniele superiorizou-se no ar para marcar o primeiro. Motivada pelo apoio fervoroso dos fãs, a equipa do Timão dispôs ainda de mais lances promissores, embora tenha diminuído o ímpeto a aproximar-se do fim da primeira metade.
Essa descontracção custou caro. O São Paulo avançou no pressing à saída de bola e capitalizou um lapso de Raniele. O jogador passou a bola a Damián Bobadilla, que assistiu de imediato Luciano para que o número 10 restabelecesse a igualdade.
O golo antes do intervalo não desestabilizou o Corinthians. Os donos da casa voltaram determinados para o segundo tempo e definiram o resultado em pouco tempo.
Matheuzinho, com uma jogada notável em solitário, bisou a vantagem para o Timão. Seguidamente, Breno Bidon apontou o terceiro, sugerindo uma vitória esmagadora. Tal não se concretizou graças à pouca precisão dos locais e a um autogolo inesperado de Matheuzinho.
Dérbi cheio de incidentes
Para além do que se passou em campo, Corinthians e São Paulo envolveram-se num dérbi repleto de turbulência também nas pausas. A desordem iniciou-se logo após o golo do Tricolor, próximo do fecho da primeira parte.
Luciano celebrou perto da bandeira do canto, o que provocou indignação nos adeptos corintianos, que lançaram itens para o terreno. Um desses atingiu Jonathan Calleri.
Instaurou-se o tumulto na Neo Química Arena e Anderson Daronco exibiu cartões amarelos a quatro atletas. Ademais, o juiz foi alertado pelo VAR para rever um suposto gesto impróprio de Damián Bobadilla na comemoração.
Decorridos alguns minutos de exame, o árbitro entendeu que o movimento não merecia vermelho, pois o atleta não contactou as partes íntimas.
O jogo parou por 15 minutos após o tento, prolongando a primeira fração para cerca de 60 minutos, ainda que só 25 tenham rolado de facto.
E os problemas prosseguiram. Ao reentrar para o complemento, fãs do Corinthians atiraram confetes para a rede guardada por Rafael, estendendo o descanso para 23 minutos, oito além do habitual.