Calor de 42°C, 4 de julho e polêmica marcam Paraguai x França: "Era melhor mudar o horário"
Mesmo com os termômetros atingindo a marca surreal de 42°C, a FIFA confirmou a partida entre Paraguai e França para o horário original (17h locais / 18h de Brasília), transformando o clima na grande variável do confronto.
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Se para os europeus a temperatura extrema é um obstáculo, para a torcida paraguaia virou motivo de otimismo. Entre os torcedores que movimentam os acessos do estádio, a confiança é de que o desgaste físico provocado pelo mormaço da Filadélfia jogue a favor do estilo combativo da Albirroja.
"Para os paraguaios, eu creio que é melhor. Os jogadores estão acostumados com este clima", destacou a paraguia Angelica Peralta, que veio acompanhada da família e do namorado brasileiro Felipe Priski.
"Seria melhor se a FIFA tivesse trocado o horário deste jogo, seria uma partida mais equilibrada para os jogadores, com certeza, mas não tem o que fazer. É aceitar e bola para frente", disse.
Assim como Priski, muitos brasileiros que residem ou viajam pela região resolveram adotar o Paraguai no confronto, engrossando o coro latino e criando uma atmosfera de forte apoio sul-americano na Pensilvânia. Um apoio bastante celebrado.
"O Brasil é um campeão do mundo. Nós, paraguaios, temos respeito pelo Brasil. Mas, desta vez, o jogo bonito é do Paraguai. Graças ao Brasil, os jogadores do Paraguai estão desenvolvendo, como o Gustavo Gómez, o Maurício, e vamos levar a Copa, assim como o Brasil já conquistou", cravou Javier Gaoma.
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Aliança inesperada e os 250 anos de Independência
Do lado francês, a presença de torcedores nativos é mais tímida nas ruas, mas eles ganharam um aliado inesperado. Em uma espécie de "diplomacia das arquibancadas", muitos americanos escolheram vestir a camisa da França para apoiar os europeus, equilibrando a disputa nas imediações do estádio. Este é o caso do norte-americano Anthony Castellanos.
"Eu sou fã do Ekitike e definitivamente amo o futebol francês. Eles têm excelentes jogadores creio que eles serão os grandes campeões do mundo novamente", aposta, sem perder de vista o Brasil.
"Não se pode desprezar um time que tem Vini Jr. e outras estrelas. Então esta é uma final possível (Brasil x França). O Brasil está crescendo de rendimento e melhorando bastante como time. Uma Seleção para ficar de olho", acrescentou Castellanos.
O ambiente ganha contornos ainda mais especiais pelo calendário. Este sábado marca o 4 de julho, a celebração dos 250 anos da Independência dos Estados Unidos. A Filadélfia, berço histórico da nação, está tomada por bandeiras, camisas temáticas e um visível orgulho patriótico que se funde com a festa do futebol internacional.
"É uma data muito especial para nós, celebrar a independência. Mas hoje é tudo sobre futebol. Estamos com a França e estamos com Mbappé", destacou os irmãos Bryant, todos eles com a camisa francesa.
Com o calor sufocante testando os atletas e a festa histórica tomando as ruas, o duelo entre a resistência paraguaia e o favoritismo francês promete ser um dos capítulos mais marcantes das oitavas de final da Copa.