Bruno Guimarães fica a dois passes de Pelé e avisa: "Quem não acreditava passa a acreditar"

Bruno Guimarães fica a dois passes de Pelé e avisa: "Quem não acreditava passa a acreditar"

Ao dar o passe preciso para o gol da virada anotado por Gabriel Martinelli nos minutos finais, o camisa 8 alcançou a incrível marca de quatro assistências nesta edição do torneio.

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Com o feito, Bruno Guimarães igualou o recorde de passes para gol em uma única edição de Copa do Mundo neste século, juntando-se a um trio de peso: o alemão Michael Ballack (2002), o italiano Francesco Totti (2006) e o colombiano Juan Cuadrado (2014).

De quebra, o volante brasileiro isolou-se na liderança de assistências da atual competição, superando nomes como Florian Wirtz (Alemanha), Michael Olise (França) e Alexander Isak (Suécia), todos com três.

Agora, ele está a apenas duas de igualar o recorde absoluto de Pelé, que distribuiu seis passes para gol na histórica campanha de 1970.

Na zona mista em Houston, Bruno Guimarães não escondeu o orgulho pela marca, mas fez questão de colocar o foco no objetivo coletivo.

"Uma honra, o que eu posso dizer? São meus ídolos, feliz demais. Mas isso não quer dizer nada se a gente não ganhar. É legal, com certeza, mas eu troco tudo pelas grandes atuações com a nossa equipe e para que a gente possa conseguir o objetivo final", declarou o meio-campista.

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Frieza na hora da decisão e leitura tática

O lance que carimbou a vaga brasileira foi desenhado com pura lucidez em meio ao cansaço extremo dos acréscimos. Bruno explicou que a jogada quase tomou outro rumo, mas a leitura rápida do posicionamento da defesa japonesa e de Martinelli foi crucial.

"Frieza, cansaço, tudo... Quando eu recebi a bola, minha intenção era chutar. Mas quando eu ameacei o chute, vi todo mundo tentando bloquear e o Martinelli ficou sozinho. Consegui achar um lindo passe e foi um lindo chute, tudo perfeito para a nossa classificação", detalhou.

O jogador também revelou o teor das conversas táticas da equipe para furar a retranca asiática.

"O papo foi que eles estavam muito fechados. A gente não tinha muito espaço para as jogadas entre linhas. Muitas vezes eu olhava em volta e eles estavam com duas linhas de cinco, um 5-4-1, estava difícil. Então a gente passou a colocar mais jogadores na área, aproveitar os cruzamentos, tivemos muitas chances de gol e feliz que deu tudo certo", analisou o volante.

Para Bruno Guimarães, a epopeia em Houston serve como uma virada de chave fundamental para o moral da Seleção na busca pelo hexacampeonato.

"Sem dúvida, a vitória do jeito que foi ainda, com um gol praticamente no último minuto, depois de estar perdendo... Então, quem não acreditava passa a acreditar que a gente veio com tudo", cravou.

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