Brasil enfrentará 'consequências elevadas' caso não diminua limite de atletas estrangeiros, avisa Dorival Júnior
O antigo seleccionador da equipa nacional brasileira e actual treinador do Corinthians, Dorival Júnior, defendeu a diminuição do número de lugares para futebolistas estrangeiros no Campeonato Brasileiro para proteger os jovens talentos nacionais.
Cada formação pode alinhar nove jogadores estrangeiros por jogo, apesar de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter sugerido reduzir essa quota.
"Penso que chegou o momento de actuarmos quanto ao número de estrangeiros em cada em cada clube brasileiro. Estamos a prejudicar uma geração e, no futuro, vamos pagar um preço elevado", afirmou Dorival na quinta-feira (20), depois da vitória do Corinthians por 1 a 0 frente ao Athletico-PR no Brasileirão.
"A Itália pagou um preço muito elevado em duas Copas do Mundo, com grandes dificuldades de qualificação nesta terceira", acrescentou o técnico de 63 anos numa conferência de imprensa.
Quatro vezes campeã do mundo, a selecção italiana falhou a qualificação para o Mundial de 2018 na Rússia e para o de 2022 no Catar, e actualmente disputa o play-off para tentar uma vaga no torneio deste ano, que se realiza nos Estados Unidos, Canadá e México.
Com investimentos substanciais, a liga italiana atraiu os maiores craques do futebol nas décadas de 1980 e 1990.
Actualemente, graças à capacidade financeira dos seus clubes, o Brasileirão atrai estrelas estrangeiras, incluindo jogadores europeus como o holandês Memphis Depay, do Corinthians, e o espanhol Saúl Ñíguez, do Flamengo.
Neste cenário, o número de lugares para atletas estrangeiros aumentou de cinco para sete em 2023 e para os actuais nove em 2024.
Para Dorival Júnior, isso constitui um factor que "colide" com "tudo o que sempre fizemos", como "formar atletas".