Botafogo planeia processo legal contra o Lyon devido a dívidas pendentes
A revelação acontece num momento em que John Textor está a ser removido pela Eagle Football, o grupo que controla ambos os emblemas.
O investidor dos Estados Unidos continua, no entanto, à frente do Botafogo, graças a uma sentença judicial brasileira que bloqueou a presença da Eagle no emblema, em finais de julho.
“O Botafogo iniciou ações legais contra a Eagle e vai prosseguir com medidas judiciais contra o Olympique Lyon para reclamar os montantes que lhe pertencem”, afirmou o emblema carioca, num aviso oficial. A queixa envolve supostas movimentações falsas efetuadas em julho de 2024 entre o Botafogo e o Olympique Lyon.
Os jogadores brasileiros Luiz Henrique e Igor Jesus, por exemplo, foram inicialmente associados ao Lyon, emblema dirigido por Textor de maio de 2023 a junho de 2025, mas acabaram por se transferir para o Zenit São Petersburgo e o Nottingham Forest, respetivamente. John Textor afirma agora que o emblema brasileiro ajudou a cobrir os prejuízos do Lyon.
Vencedor do Brasileirão e da Taça Libertadores em 2024, o Botafogo enfrenta presentemente graves problemas financeiros.
Proibido de recrutar pela FIFA desde 31 de dezembro, por causa de uma dívida ligada à chegada do internacional argentino Thiago Almada, o emblema foi ainda impedido de transferir atletas pela justiça brasileira no fim de janeiro.
A Eagle Football lida igualmente com uma situação crítica, causada pelas obrigações financeiras do Olympique Lyon, que ameaçaram a continuidade do emblema na elite francesa no verão anterior.
Textor perdeu o controlo diário do Lyon em junho de 2025 para a Ares, o fundo de investimento que lhe concedera 425 milhões de euros para comprar o emblema em 2022.
No fim de janeiro, foi removido do posto de diretor de futebol na Eagle, mas deve permanecer no comando do Botafogo até decisão em contrário.