Botafogo enfrenta terceiro bloqueio de transferências da FIFA e não pode registar jogadores
A crise financeira do Fogão intensificou-se depois de não cumprir o pagamento da segunda parcela do acordo celebrado em fevereiro. Apesar de o Botafogo ter efetuado o pagamento inicial de cerca de 9,3 milhões de euros (10 milhões de dólares), falhou na obrigação seguinte. John Textor procurou negociar uma extensão dos prazos com o clube da MLS, mas o acordo verbal não bastou para impedir o processo na entidade máxima do futebol mundial.
Punição severa e dívidas em acumulação
Além do impedimento no mercado, o Botafogo lida com uma cláusula de penalização dura. De acordo com a imprensa brasileira, o atraso no dossiê Almada acionou uma multa que excede o dobro do valor inicial da dívida, exigindo um pagamento obrigatório e imediato.
Trata-se do terceiro processo que bloqueia as inscrições do clube. Neste momento, o Botafogo responde por três incumprimentos diferentes: Thiago Almada (Atlanta United); Santi Rodríguez (New York City), uma dívida de cerca de 4,6 milhões de euros; e Rwan Cruz (Ludogorets), com uma punição em vigor desde abril por uma dívida de 8 milhões de euros.
O departamento jurídico do clube, dirigido por Textor, tenta agora recorrer à recuperação judicial, pedindo à FIFA que suspenda as sanções enquanto o plano de pagamentos é organizado ao abrigo da lei brasileira. Se não obtiver êxito, o Botafogo permanecerá impossibilitado de reforçar o plantel para o resto da temporada de 2026.