Bernardo Silva: "Estou pronto para ajudar a seleção como titular, a jogar cinco minutos ou no balneário"
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De titular a suplente: “Percebo a pergunta, mas é pouco relevante. Somos muitos, vimos todos para o mesmo, claro que todos com ambição de jogar e contribuir, e o treinador tem o trabalho difícil. Durante a minha carreira, é verdade que nos últimos anos menos, passei por esses momentos. Claro que quero fazer parte, contribuir, acho que posso ajudar, mas estou pronto para ajudar no que quer que seja, como titular, a jogar cinco minutos ou no balneário”.
Real Madrid: “Perguntas sobre o Real Madrid não vou responder, porque estou num contexto demasiado importante com a minha seleção. Estou feliz com a mudança, mas focado na seleção e as próximas semanas serão de foco total no meu país, na seleção e em ajudar ao máximo”.
Superstição: “Não sou dessas coisas. Gosto de rotinas, fazer as mesmas coisas, dormir bem, descansar bem, mas não tenho nenhum ritual”.
Intensidade: “Acho que as condições são iguais para as duas equipas e temos que nos adaptar. Nunca será uma desculpa para Portugal as condições. Os relvados têm estado bons e temos de fazer o nosso trabalho e focar no que podemos controlar. É um assunto pouco relevante. Temos de nos preparar seja num estádio aberto ou fechado e fazer o nosso trabalho o melhor possível”.
Críticas: “Estamos habituados, é o nosso trabalho, o futebol envolve paixão, ainda mais a seleção que os clubes. Entendemos, eu que já tenho muitos anos, estou habituado, num Mundial com três jogos começamos com as pessoas a meter em baixo, com o Uzbequistão mais acima e depois novamente abaixo. Como jogadores temos de estar o mais estáveis possível. Percebendo o que falhou em alguns momentos e tentar fazer coisas bem. Queremos andar estáveis para estar preparados. O Mundial é difícil para todas as seleções, sabemos que há coisas melhor. A crítica faz parte, sabemos lidar com isso, estamos todos a dar o nosso melhor para que corra bem. Chegámos à fase a eliminar, estamos numa boa posição para continuar, mas estamos confiantes que vai correr bem"
Minutos: “Não é o meu trabalho discutir as opções do treinador. Temos uma seleção com muita qualidade em todos os sectores. Todos jogadores vêm com intenção de jogar e cabe ao treinador tomar as decisões difíceis. E quando não nos toca a nós, como não me tocou nos últimos jogos, cabe-nos a nós fazer o melhor possível, apoiar os jogadores que estão dentro de campo, treinar bem e estar prontos para dar a melhor resposta quando essa oportunidade surgir”.
Melhor posição: “Estou a tentar ser honesto, é difícil de responder. Durante toda a carreira joguei em sítios diferentes. Acho que as minhas características naturais levam-me mais para um sítio. As rotinas de uma época a jogar numa posição e de repente mudar dificultam um bocado. É difícil responder a isso. Estou numa fase da carreira mais preparado para jogar em certas posições, mas se disser que neste momento sou mais um oito ou seis, como joguei no Manchester City estou a ir contra a minha carreira, que em muitos momentos achei que era médio e o treinador do City meteu-me a falso avançado, extremo-direito. Estou preparado a jogar em todas as posições. As minhas características naturais ajustam-se mais ao meio-campo, ainda mais na fase em que estou, mas estou mesmo para ajudar onde o treinador achar melhor”
Croácia: “É uma seleção europeia, com estilo mais parecido com o nosso. É uma seleção muito aguerrida, com qualidade, tenho amigos lá. Isso tem de se provar dentro de campo. É um perfil diferente do que jogámos até agora".
Passar do clube para a seleção: “Os alemães jogam todos na Alemanha e jogam da mesma forma. Os espanhóis crescem todos em Espanha a jogar da mesma forma. Nós não temos isso. Maior parte dos jogadores portugueses estão fora, em campeonatos diferentes, estilos muito diferentes. E é uma adaptação difícil sem o tempo do clube. O Bruno joga de forma diferente no clube, do João Neves e do Vitinha. O Nuno Mendes joga de forma muito diferente do Cancelo. É uma luta constante desde sempre. Nestas competições curtas é diferente, o pequeno detalhe e a parte mental conta muito, a intuição conta muito. Ainda acho que seja relevante e adotava que Portugal criasse uma filosofia para ter esse entrosamento mais fácil, estas competições curtas não dependem disso. A qualidade individual, o amor pelo país, olhar para o lado e ver o quão preparado estão os colegas, acredito que isso será secundário”.
Diferenças de 2022 para 2026: “Vimos com uma grande ambição de fazer as coisas bem, sabendo que há outras seleções com as mesmas ambições. Estamos longe de pensar nisso, temos de olhar jogo a jogo. Acredito muito nesta seleção”.
Controlar o jogo: “Controlar com bola, que nos faltou com a Colômbia, é importante para jogar bem, porque temos jogadores com talento brutal e sem bola ficam mais frustrados. É fundamental encontrar esse equilíbrio entre ser agressivos ofensivamente e não perder o controlo emocional e ter bola. É o mais difícil no futebol, ser uma equipa perigosa sem perder controlo”.
Colômbia: “Ficamos com a sensação de que podíamos ter feito melhor as coisas. Perdemos o controlo do jogo e há coisas a melhorar. O positivo na competição a eliminar é que nunca vai haver oito jogos perfeitos. Sentir que num jogo que não foi perfeito ainda assim conseguimos manter a baliza a zero, ser competitivos e podíamos ter ganho sem jogar da forma que queríamos é positivo. Mostra que esta seleção está preparada no dia em que as coisas não correrem bem podemos ser competitivos e eliminar qualquer seleção. É uma mostra de carácter dos jogadores”.
Eliminação de Alemanha e Países Baixos: “No Mundial já não há surpresas, as seleções são todas fortes, físicas, todas analisam. Nos últimos 10 anos, o futebol ficou mais tático, mais analisado e é difícil ganhar jogos. O que vimos com Brasil, Alemanha e Países Baixos não me surpreende”.
Luka Modric: “É um ídolo para mim. Jogou ao alto nível, a forma como se comportou. É uma inspiração para mim. Estou muito feliz que com a idade dele continua a jogar assim. Tive a sorte de jogar contra ele muitas vezes, pedi a camisola dele num Real Madrid – Manchester City, é das mais especiais que tenho. Desejo-lhe o melhor, não amanhã”.