Atlas derrota América por 0-1 no Estádio Azteca e garante playoffs na México

Atlas derrota América por 0-1 no Estádio Azteca e garante playoffs na México

Club América 0-1 Atlas

O América e o Atlas pisaram o relvado do Estádio Azteca sabendo que um empate bastaria para qualificar ambas as equipas para a fase decisiva do Clausura 2026. Um galardão merecido para os seus fervorosos apoiantes, que acompanharam uma temporada cheia de oscilações. Perante a importância do momento, as duas formações optaram por uma postura cautelosa no arranque, evitando riscos desnecessários. Contudo, a solidez defensiva inabalável dos rojinegros viria a ser premiada com um triunfo no último suspiro.

Malgrado a calma inicial das equipas, com um erro evidente e surpreendente do rojinegro Diego González perante a baliza, a essência imprevisível do futebol alterou o rumo dos primeiros quinze minutos, quando o árbitro, auxiliado pelo VAR, detetou uma mão na grande área do Atlas por parte do rojinegro Victor Ríos.

O castigo máximo agitou as bancadas do Azteca, até aí divididas pela lentidão do espetáculo. Desejoso de inverter a maré negativa do seu desempenho desde a chegada, o brasileiro Raphael Veiga voluntariou-se para a execução. Todavia, para estender o seu período de seca, defrontava o guardião mais eficaz da liga em grandes penalidades.

Posicionado no centro, sem vacilar, Camilo Vargas consolidou o seu estatuto de herói do Atlas ao bloquear com facilidade o remate tímido de Veiga. O colombiano alcançou assim a sua terceira defesa de penalti neste Clausura e a 18.ª desde a sua chegada ao futebol mexicano, há sete anos. E, simultaneamente, reforçou a sua aspiração a titular na seleção colombiana para o Mundial vindouro.

Foi essa intervenção de Vargas que injetou vitalidade ao jogo, apesar da chuva esporádica e copiosa que caía de quando em vez, e destacou os traços essenciais de cada emblema: a disciplina tática do Atlas e o ímpeto do América, impulsionado por Brian Rodríguez, a figura chave na recente esperança americanista. Ainda assim, o nulo inicial perdurou até ao descanso.

Motivado pelo bom ciclo recente da sua formação, com duas vitórias consecutivas, Jardine rejeitou qualquer complacência no intervalo e reconfigurou o sistema para o segundo tempo, abandonando a defesa a cinco e introduzindo Patricio Salas como ariete, flanqueado por Zendejas e Rodríguez.

Essa mudança facultou ao América o controlo da bola, face a um Atlas coeso que persistia na meta do empate no Azteca. Porém, quando a domínio se mostrou infrutífero, Jardine interveio novamente aos 70 minutos, com as entradas de Isaías Violante e Henry Martin. O retorno do emblemático avançado do tricampeão, após dois meses parado por lesão no tendão da perna esquerda, mereceu uma enorme aplausos das bancadas e um claro 4-2-3-1 no esquema azulcrema.

Infelizmente para os fãs do América, o controlo espacial na zona frontal adversária serviu apenas de ilusão perante a dupla central inquebrantável do Atlas. Os argentinos Schlegel e Capasso ergueram-se como verdadeiros baluartes esta noite no Azteca; e, sempre que uma fresta aparecia, surgia de novo Vargas.

A esterilidade atacante do América abriu as portas ao imprevisível, e o futebol recompensou generosamente o Atlas quando Alfonso González, uma das jovens promessas mexicanas que não cumpriu as expectativas, capitalizou uma bola na área após uma bela combinação rojinegra e superou Cota já nos acréscimos. Um desfecho típico do Atlas que o posicionou no sexto posto para medir forças com o Pachuca, enquanto o América enfrentará os Pumas numa eliminatória de elite nos quartos de final.