Após sufoco na estreia, sistema defensivo do Brasil será testado pela 1ª vez

Após sufoco na estreia, sistema defensivo do Brasil será testado pela 1ª vez

Nos primeiros 15 minutos de partida, a bola ficou 40% do tempo no ataque de Marrocos. Dando muito espaço, o meio-campo brasileiro corria para trás e não achava a bola. Hakimi, pela direita, sem se sentir ameaçado na defesa, passou praticamente toda a primeira metade do jogo no campo de ataque.

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Se a primeira parada técnica da Copa ajudou Ancelotti a arrumar um pouco a casa, os jogos sem pressão contra Haiti e Escócia não serviram para testar a solidez defensiva da equipe brasileira. Contra o Japão, já em um duelo eliminatório, esse desafio aparecerá pela primeira vez.

Um dos pontos centrais é a proteção a Casemiro. O volante tende a baixar de produção quando precisa cobrir um grande território, principalmente na fase defensiva, sem a bola. Por isso, precisa estar sempre escoltado por Bruno Guimarães e Paquetá.

Outro ponto importante para segurar o rápido time japonês, que, em vez de conduzir muito a bola na faixa central do campo, prefere passes agudos rumo ao gol, é a proteção desde o ataque brasileiro, principalmente com a recomposição de Matheus Cunha. Se Vini Jr. pode ter mais liberdade de um lado, Rayan, pela direita, não desfruta da mesma condição.

 

A zaga que disputou a final da Liga dos Campeões, formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães, jogou todos os minutos do Brasil na Copa. Mas há outro aspecto decisivo na primeira linha de defesa brasileira: as laterais.

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Os números mostram que o meio-campo do Brasil, tirando o apagão dos primeiros 30 minutos contra Marrocos, vem cumprindo bem seu papel defensivo, apesar de o volume ofensivo dos adversários ter sido baixo.

Entre os laterais, Douglas Santos tem mostrado mais eficiência do que Danilo nos desarmes (7 contra 0), apesar da colocação do lateral do Flamengo ser decisiva na retomada da bola. As laterais japonesas, principalmente pelo lado direito do ataque, são bastante exploradas, seja em passes rasteiros para a frente, seja em bolas longas desde a zaga ou do goleiro Suzuki.

Alisson trabalhou até contra o Haiti

O único gol que Alisson sofreu no Mundial surgiu em apenas dois toques. Brahim Diaz, pelo meio, enfiou a bola para Saibari encobrir o goleiro brasileiro, que saiu até a meia-lua para tentar bloquear o chute do atacante marroquino. Os japoneses também costumam arriscar de média e longa distância.

Mas não é apenas dessa forma que o sistema defensivo brasileiro será colocado à prova. Se a proteção desde o ataque não funcionar, ficará mais fácil, a partir da constante movimentação ofensiva do Japão, encontrar espaços para invadir a área brasileira. Até contra o Haiti, Alisson precisou trabalhar.

Fechar ainda mais a casinha — por mais que Ancelotti aposte em um time seguro, que roube bolas do meio-campo para a frente — não deve ser uma preocupação secundária para o Brasil. Como os asiáticos atuam no 3-4-2-1, a busca pela supremacia no meio-campo passa a ser a chave do jogo.

Se, de um lado, o trio de ataque brasileiro pode encontrar espaços mais abertos após uma roubada de bola no campo ofensivo, de outro o drama pode voltar a se instalar, como aconteceu diante de Marrocos. Principalmente se o meio-campo mais povoado, técnico e veloz do Japão levar vantagem sobre o setor mais defensivo brasileiro e a pressão alta da Seleção perder a primeira batalha.

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