Ao som de "Hey Jude", Bellingham entra para um clube inaugurado por Pelé

Ao som de "Hey Jude", Bellingham entra para um clube inaugurado por Pelé

Com isso, Bellingham passou a dividir um clube bastante seleto e agora está atrás apenas de Pelé. Em sua primeira Copa do Mundo, em 1958, o brasileiro também marcou pelo menos dois gols em jogos consecutivos de mata-mata.

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Aos 17 anos, o Rei tornou-se o jogador mais jovem da história a fazer um hat-trick em um Mundial, na vitória por 5 a 2 sobre a França, pela semifinal. Dias depois, voltou a decidir na final, também vencida pelo Brasil por 5 a 2 sobre a Suécia, marcando dois gols e conduzindo a seleção ao primeiro título mundial.

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A comparação ajuda a dimensionar a ascensão de Bellingham. Desde que estreou pela seleção principal, em 2020, ele deixou rapidamente de ser uma promessa para se tornar uma das figuras centrais da Inglaterra. Ainda adolescente, chamava atenção pela maturidade, pela capacidade de controlar o ritmo das partidas e pela personalidade para assumir responsabilidades nos momentos decisivos.

Na Eurocopa de 2020, disputada em 2021, tornou-se o jogador mais jovem da história da Inglaterra a atuar em um grande torneio internacional. O protagonismo, porém, apareceu de vez na Copa do Mundo de 2022. No Catar, já como titular absoluto, marcou contra o Irã, comandou o meio-campo inglês e consolidou a imagem de um jogador completo, capaz de decidir tanto com a bola nos pés quanto sem ela.

A Eurocopa de 2024 reforçou esse status. Nas oitavas de final, quando a Inglaterra caminhava para uma eliminação diante da Eslováquia, Bellingham acertou uma bicicleta espetacular nos acréscimos para empatar a partida e manter a equipe viva. A classificação veio na prorrogação, e o gol entrou imediatamente para a galeria dos mais marcantes da história recente da seleção inglesa.

Agora, na Copa do Mundo de 2026, já é possível falar em uma consolidação definitiva de seu protagonismo. Atuando como o cérebro da equipe, Bellingham dita o ritmo do jogo, acelera transições, pressiona adversários e, mais uma vez, aparece quando a Inglaterra mais precisa. Sua influência vai além da parte técnica: tornou-se também uma liderança emocional de um elenco repleto de talentos.

Os números traduzem esse impacto. Ao lado de Harry Kane, Bellingham é o artilheiro inglês no torneio, com seis gols. Mais do que isso, chega às semifinais cercado por uma marca histórica. Hoje, apenas Pelé conseguiu produzir uma sequência tão decisiva no mata-mata de uma Copa do Mundo em idade mais jovem. Se a Inglaterra encerrar o jejum de títulos mundiais que dura desde 1966, o refrão que tomou conta de Miami terá sido mais do que uma trilha sonora: será a lembrança de quando Jude Bellingham assumiu definitivamente o papel de protagonista da seleção inglesa.