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Mundial de 2026: Troy Parrott, a principal ameaça à República Checa

Mundial de 2026: Troy Parrott, a principal ameaça à República Checa

Há anos, só alguns observadores seguiam Parrott, com 13 anos. Agora, o atacante irlandês é um ídolo no seu país, sem dúvida, e os seus registos atraem os maiores clubes europeus de futebol. Com 24 anos, evoluiu como jogador e, nesta temporada, enfrenta os defesas da mesma forma que desafiava os rivais nas ruas de tijolos no norte de Dublin, na sua juventude.

Fez 29 golos em 41 partidas pelo AZ Alkmaar nesta época. Contribuiu com cinco golos em quatro jogos pela equipa nacional e surge como o maior risco da seleção irlandesa antes do Mundial em Eden, Praga.

Troy Parrott demonstrou na semana passada, em Letná, que aprecia Praga. Com um golo e uma assistência, auxiliou o AZ Alkmaar a triunfar por 0 a 4 sobre o Sparta Praga, após já ter bisado no primeiro encontro.

"Trata-se de um avançado versátil, com velocidade e potentes acelerações. Comporta-se como um predador no ataque dentro da grande área", declarou o guarda-redes checo Tomáš Holeš.

Uma análise rápida do seu estilo confirma as declarações de Holeš. Parrott remata com o pé direito, esquerdo e cabeça. Representa perigo na área e em transições rápidas. Contudo, um elemento comum em todos os seus lances ofensivos é a calma total na zona decisiva do terreno.

Tanto na Eredivisie holandesa como na Liga Conferência, aproximadamente uma em cada cinco tentativas de golo resulta em remate certeiro. Vestindo a clássica camisola verde e branca com o trevo no peito, torna-se ainda mais letal.

Logrou cinco golos de sete remates em quatro partidas de apuramento para o Mundial e, com uma eficácia acima de 70%, destacou-se como o elemento mais eficaz no ciclo anterior da seleção. Todos esses cinco remates ocorreram nos encontros de novembro, frente a Portugal e Hungria.

Especificamente, o seu hat-trick em Budapeste, que terminou com um golo visitante por 2 a 3 no sexto minuto de compensação, ganhou notoriedade global há quatro meses. Até o presidente da câmara de Nova Iorque, nos Estados Unidos, Zohran Mamdani, mencionou-o no seu discurso no recente Dia de São Patrício.

"Quando reflito sobre os irlandeses, não evoco opressão, mas sim resistência, solidariedade, guisado de carne e o golo de Troy Parrott aos 90+6 minutos", afirmou o proeminente futebolista, que brilhou na capital americana pouco antes do espetáculo de Parrott em Budapeste.

É um detalhe menor, mas são pormenores assim que revelam o impacto de quem viajou para Praga com a equipa irlandesa. Nos meses recentes, Parrott emergiu como uma sensação, cujo nome ecoa para lá das ilhas.

"Parrott pertence àquela categoria de jogadores que se estudam a fundo e ainda assim se impõem no palco. Como outras estrelas, preve-se o que fará, mas removê-lo por completo revela-se impossível", observou o selecionador Miroslav Koubek.

Ao longo dos últimos meses, Parrott recebeu louvores de diversas fontes, indicando que o atleta de Dublin está por fim a realizar o vasto potencial que técnicos e olheiros identificaram desde cedo.

O sucessor de Kane? Por enquanto não

Ao ingressar na academia do Tottenham, aos 15 anos, logo se espalhou o rumor de que um novo Harry Kane despontava no norte de Londres. No entanto, a passagem do promissor irlandês para o futebol de adultos não correu como esperado. Aos 17, debutou na seleção e no plantel principal dos Spurs, mas falhou em garantir lugar fixo e recorreu a empréstimos.

Atuou no Millwall, Ipswich, MK Dons e Preston, sem se estabelecer firmemente fora do Reino Unido. Registou 17 golos pelo Excelsior na Eredivisie holandesa em 2023/2024 e, após um ano, assegurou um contrato definitivo.

O Tottenham vendeu-o ao AZ Alkmaar por quatro milhões de euros, e Parrott já compensou múltiplas vezes esse valor. Desde a sua integração no AZ, acumula 34 golos ou assistências no campeonato e figura como o segundo mais eficiente na liga holandesa em menos de duas temporadas.

O único atleta mais eficiente nos Países Baixos é o avançado Sem Steijn, do Feyenoord, mas, diferentemente dele, Parrott não se baseia em lances de bola parada.

Já facturou 24 golos em livres diretos e destaca-se como o mais ameaçador nesse capítulo no campeonato holandês. Analisando os golos esperados, fica claro que Parrott beneficia de chances de qualidade superior às dos rivais. Relativamente a Steijn, supera-o com mais de oito golos esperados, embora mostre menor consistência na concretização.

Talvez por isso o jovem com tatuagens ainda não se afirme como o novo Kane. "Ainda assim, urge vigiá-lo de perto e neutralizá-lo, sempre que viável", alertou Holeš antes do desafio.

Mas de que modo? "Precisamos de o marcar em todo o relvado, aproximarmo-nos ao máximo e impedir que receba bolas perigosas", replicou o guarda-redes checo.

Funcionará isso na noite de quinta-feira em Eden?