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Análise ao grupo do Fluminense na Taça Libertadores: altitude adversários em forma e perigos

Análise ao grupo do Fluminense na Taça Libertadores: altitude adversários em forma e perigos

Do segundo pote surgiu a equipa mais famosa do grupo o Bolívar que também é a mais receada devido à altitude. Do terceiro pote surge o jovem Deportivo La Guaira da Venezuela. Já do último pote vem o estreante Independiente Rivadavia da cidade de Mendoza na Argentina.

Se o Fluminense tem um início de época excelente ocupando o G4 do Brasileirão e mantendo-se quase invencível como visitado no Maracanã. O mesmo se pode dizer dos adversários do grupo.

O rival da estreia o Deportivo La Guaira clube fundado em 2012 está invicto em 2026 e ocupa o vice-liderança do campeonato venezuelano com 20 pontos em 10 jogos (5V 5E 0D). A equipa está a dois pontos da líder UCV que também disputa a Taça Libertadores.

Os venezuelanos já defrontaram brasileiros em quatro ocasiões e ainda não venceram: são três derrotas e um empate. O confronto mais recente foi contra o Atlético-MG na fase de grupos da Taça Libertadores de 2021. Na ocasião arrancaram um empate em casa e perderam em Belo Horizonte.

O outro duelo foi contra o Ceará na Sul-Americana de 2022 quando o Vozão venceu os dois jogos contra o La Guaira.

Em termos de pressão fora de casa é provável que o Fluminense encontre um cenário favorável esta terça-feira (7). O jogo será disputado no Estadio Olímpico de la UCV com capacidade para quase 25 mil espetadores. O problema é que por ser uma equipa jovem o La Guaira tem poucos adeptos. De acordo com a imprensa venezuelana boa parte do público presente deve estar mais interessado em acompanhar os venezuelanos Savarino e Soteldo que atuam pelo Fluminense do que o próprio La Guaira.

O Independiente Rivadavia é um dos três estreantes na Taça Libertadores. A equipa lidera o seu grupo no Torneio Apertura com 26 pontos em 12 jogos são oito vitórias dois empates e duas derrotas. Está à frente do poderoso River Plate e de outros clubes tradicionais como Rosario Central Argentinos Juniors e Racing.

A qualificação para a Taça Libertadores veio com o título inédito da Copa da Argentina. Para se ter uma ideia o Independiente Rivadavia disputa apenas pelo terceiro ano a primeira divisão nacional. Apesar da conquista e da excelente campanha em 2026 o desempenho em 2025 foi irregular: terminou em penúltimo no seu grupo no Clausura. No Apertura até avançou às oitavas de final mas acabou eliminado pelo Independiente.

Outro ponto a observar é que até aqui a equipa teve um calendário bastante favorável no campeonato argentino que conta com 30 equipas desde o ano passado. Das oito vitórias apenas duas foram contra equipas que estão entre as 15 melhores do torneio. Já dos quatro jogos que não venceu três foram diante de equipas que figuram entre os 12 primeiros colocados.

Apesar disso as duas vitórias contra equipas do top 15 vieram nas duas últimas jornadas. A equipa de Mendoza venceu o Rosario Central por 2 a 0 e na sequência derrotou o Tigre pelo mesmo resultado.

Ao contrário do confronto na Venezuela o Fluminense deve encontrar um estádio cheio. O La Lepra optou por mandar os seus jogos no Estádio Malvinas Argentinas o maior da cidade com capacidade para 42 mil torcedores. Esta será a primeira vez que uma equipa de Mendoza disputa a Taça Libertadores e por isso já há grande mobilização na cidade para apoiar o emblema no torneio continental.

O terceiro adversário do Fluminense será o Bolívar que acaba de estrear no campeonato boliviano. Na primeira jornada a equipa deu uma demonstração de força no cenário doméstico ao golear o Real Oruro por 5 a 2. Antes o time foi campeão de um torneio amistoso de verão disputado durante a pré-temporada boliviana.

O emblema chega à Taça Libertadores após o vice-campeonato boliviano em 2025 uma das poucas épocas em que não levantou o troféu. O Bolívar soma 32 títulos nacionais em 42 participações na primeira divisão sendo o maior campeão da Liga Boliviana.

O maior desafio para o Fluminense sem dúvida será a altitude. La Paz está localizada a 3600 metros acima do nível do mar e abriga o segundo estádio mais alto desta edição da Taça Libertadores atrás apenas do vizinho Municipal de El Alto casa do Always Ready.

Na sua história o Bolívar já venceu 108 jogos de Taça Libertadores 90 em casa e 18 fora. Ao todo disputou 134 partidas como mandante na competição e perdeu apenas 17 vezes. Alguns brasileiros já conseguiram bons resultados na altitude. Em 21 jogos contra equipas do Brasil em La Paz pela Taça Libertadores são 12 vitórias do Bolívar cinco empates e quatro triunfos brasileiros. Três dessas vitórias são recentes: do Palmeiras em 2025 e 2020 e do Inter em 2023. O Grêmio também venceu em La Paz em 1983.

Fora de casa porém o cenário é bem diferente. Em 21 jogos os brasileiros somam 19 vitórias. O Bolívar venceu apenas uma vez contra o Athletico-PR em 2002 e empatou outra diante do Flamengo em 2014.

O Grupo C apesar de reunir equipas de quatro países diferentes será dominado por argentinos nos bancos de reservas. Das quatro equipas três são comandadas por treinadores do país. O Fluminense tem Luis Zubeldía no comando. O Independiente Rivadavia é treinado por Alfredo Berti enquanto o Bolívar é dirigido por Flavio Robatto. A única exceção é o Deportivo La Guaira comandado pelo venezuelano Héctor Bidoglio.

Entre eles Luis Zubeldía é o único com título internacional na carreira: conquistou a Sul-Americana de 2024 com a LDU. Alfredo Berti que dirige a equipa de Mendoza desde 2023 e é o mais longevo entre os quatro tem como principal conquista a Copa da Argentina do ano passado. Já Robatto em sua terceira época no Bolívar venceu uma vez a liga local e também a segunda divisão colombiana. Por fim Bidoglio assim como Zubeldía já foi campeão equatoriano e soma ainda cinco títulos na Malásia quando comandava o Johor FC até 2025.

O principal destaque do La Guaira é o avançado central colombiano Flabian Londoño de 25 anos. Ele está na sua segunda época na Venezuela mas na primeira pelo clube. Em 2025 defendeu o Carabobo. Marcou 11 golos por lá mas nenhum na Taça Libertadores. Atualmente soma quatro golos na época e é o único atleta da equipa com mais de um golo. Londoño foi revelado pelo River Plate embora nunca tenha atuado profissionalmente pelos Millonarios.

O Independiente Rivadavia tem dois destaques e um nome que já marcou contra o Fluminense em jogo importante. Fabrizio Sartori avançado de 23 anos na sua quarta época com o emblema é o melhor marcador com cinco golos. Está a um golo de igualar a sua marca da época passada com menos da metade dos jogos.

O colombiano Sebastian Villa ex-Boca Juniors é o seu grande parceiro no ataque e já distribuiu cinco assistências até aqui no ano. Foi contratado em 2024 pelo Independiente Rivadavia. O emblema gastou quase 15 milhões de reais para o trazer do futebol búlgaro pouco tempo depois de deixar o Boca.

Era a maior compra do emblema até a chegada do paraguaio Alex Arce de 30 anos no ano passado. É a sua segunda passagem pelo clube argentino. O clube pagou pouco mais de 15 mil reais para o trazer. Em 2024 quando estava na LDU (e foi melhor marcador do emblema com 35 golos em 44 jogos) enfrentou o Fluminense pela Recopa e marcou no jogo de ida em Quito o golo dos equatorianos.

No Bolívar há duas ameaças de golo: Romero e Cauteruccio. O panamiano Dorny Romero de 28 anos foi o melhor marcador do emblema em 2025 com 31 golos marcados em 53 jogos. O uruguaio Martín Cauteruccio não fica muito atrás. Ele chegou no meio da época vindo do Sporting Cristal do Peru e marcou 18 golos em 31 jogos. Além disso pelos peruanos havia marcado 10 vezes em 18 partidas totalizando 28 golos em 49 jogos. Em 2024 também pelo clube peruano marcou incríveis 39 golos em 31 jogos.

Em termos de viagens o Fluminense tem uma longa até à Venezuela e duas intermédias para Mendoza e La Paz. Somando a distância das três cidades até ao Rio de Janeiro o total chega a 9975 km. Como o emblema precisa ir e voltar o Tricolor percorrerá 19950 km ao longo da fase de grupos do torneio.