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Repescagem da UEFA para o Mundial de 2026: quem se destaca e falha no continente europeu?

Repescagem da UEFA para o Mundial de 2026: quem se destaca e falha no continente europeu?

A contagem decrescente indica apenas três meses para o apito inicial do Mundial de 2026. A 11 de junho, o mítico Estádio Azteca acolherá o jogo de abertura entre México e África do Sul, mas a grelha de partida ainda tem vagas por preencher, nomeadamente quatro reservadas ao Velho Continente.

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O sorteio dessas vagas finais será decidido nos próximos dias na repescagem da UEFA para o Mundial de 2026. No total, 16 equipas entrarão em campo numa luta acesa por um lugar no torneio de prestígio, que animará os relvados dos EUA, Canadá e México neste verão.

Até agora, a repescagem europeia já teve oito edições, mas esta nona edição traz um toque especial: é a primeira no novo formato de 48 seleções. Suécia, Irlanda do Norte, Dinamarca, Polónia, Bósnia e Herzegovina, País de Gales, Eslováquia, República Checa, Roménia, Turquia, Itália, Ucrânia, Albânia, Kosovo, Irlanda e Macedónia do Norte são as protagonistas, que disputarão as quatro vagas em aberto.

No historial da prova, Bélgica, Croácia e Portugal são especialistas: o trio tem 100% de aproveitamento, com três apuramentos em três participações. Logo a seguir, França, Eslovénia, Grécia e Suíça surgem com dois acessos cada via repescagem, ultrapassando as outras seleções europeias, que só o conseguiram uma vez.

Um facto curioso sobre a edição atual: nenhuma das 16 nações em disputa na repescagem para o Mundial de 2026 se qualificou via repescagem mais do que uma vez, ao longo das suas histórias. Por outro lado, o espectro da eliminação prematura nesta fase assombra vários plantéis.

A Ucrânia, que volta a tentar a sorte para 2026, traz o peso amargo de ser o recordista de eliminações na repescagem, com cinco quedas até ao momento. O número excede as três deceções de Rússia e Irlanda (esta última também presente nesta edição).

Entre as que caíram pelo caminho em duas ocasiões, destacam-se Itália, Roménia, República Checa, Áustria, Turquia e Suécia. O caso dos Azzurri é especialmente doloroso: a tetracampeã mundial sofreu dois golpes consecutivos, nas edições de 2018 e 2022.

O pesadelo italiano consumou-se com derrotas traumáticas perante a Suécia (1 a 0) e a Macedónia do Norte (1 a 0), em 2018 e 2022, respetivamente, impedindo a presença da potência europeia nos últimos dois torneios.

Angústia e euforia

O historial remonta a 1986, quando ocorreu uma repescagem preliminar entre Bélgica e Holanda, por uma vaga no Mundial de 24 equipas. Os belgas foram os primeiros a provar o gosto da qualificação via repescagem, eliminando a Laranja Mecânica com um empate acumulado de 2 a 2, suficiente graças à regra dos golos fora.

O panorama alterou-se em 1998, quando o Mundial expandiu-se para 32 nações, fixando o formato da repescagem com quatro vagas.

Nessa altura, a Croácia afastou a Ucrânia por 3 a 1, a Itália venceu a Rússia por 2 a 1 e a Bélgica superou a Irlanda. O grande momento foi para a Jugoslávia, que infligiu uma goleada histórica de 12 a 1 à Hungria, no resultado agregado.

Em 2002, Eslovénia, Alemanha, Bélgica e Turquia asseguraram as vagas para o Mundial do Japão e Coreia do Sul, ao eliminarem Roménia, Ucrânia, República Checa e Áustria, respetivamente.

Já para a África do Sul, em 2010, as potências França e Portugal evitaram a vergonha ao vencerem Irlanda (2 a 1) e Bósnia (2 a 0). Grécia e Eslovénia completaram a lista de apurados com vitórias sobre Ucrânia e Rússia.

Portugueses e franceses voltaram a roçar o perigo em 2014, mas validaram o bilhete para o Brasil, após duelos duros contra Suécia e Ucrânia. A Croácia eliminou a Islândia (2 a 0) e a Grécia superou a Roménia (4 a 2), para também marcar presença no solo brasileiro.

A repescagem de 2018 ficou marcada por um choque mundial: a eliminação da Itália, superada pela Suécia por 1 a 0 no agregado. Enquanto os Azzurri lamentavam, Dinamarca, Croácia e Suíça festejavam o êxito sobre Irlanda, Grécia e Irlanda do Norte.

Para o Qatar, em 2022, o formato incluiu apenas três seleções apuradas, distribuídas por três caminhos que envolviam 10 segundos lugares e duas equipas da Nations League. Gales superou Áustria e Ucrânia para avançar. Já a Polónia, beneficiada pela exclusão da Rússia devido à invasão da Ucrânia, venceu a República Checa e garantiu o apuramento.

Por fim, Portugal assegurou a terceira vaga ao vencer Turquia (3 a 1) e Macedónia do Norte, esta última responsável por uma das maiores surpresas da história ao bater a Itália por 1 a 0, selando a segunda queda consecutiva da tetracampeã mundial.

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