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Martínez evita antecipar o futuro de CR7, discute pausas e favoritos: "Apenas quem já venceu é favorito"

Martínez evita antecipar o futuro de CR7, discute pausas e favoritos: "Apenas quem já venceu é favorito"

Acompanhe aqui as incidências e o relato do encontro

Leia aqui a primeira conferência de imprensa de Roberto Martínez

Objetivos para o jogo: "O essencial quando a seleção de Portugal entra em campo é manter a competitividade. Nesse sentido, o contexto desta fase tem sido exigente devido ao fuso horário, várias viagens de avião, treinos ao nível do mar e depois um jogo em altitude no Estádio Azteca. Conseguimos envolver vários jogadores. Agora surge a chance de enfrentar outra equipa da CONCACAF, com forte presença física e contra ataques velozes, atletas familiarizados com o futebol europeu, liderados por um treinador e staff com ampla experiência no continente europeu. Trata se de um bom teste para nós, mas o que realmente conta é o trabalho interno. Decorre de forma excelente, estou bastante contente com o empenho e a postura dos atletas. Tem sido um ciclo muito valioso para nos prepararmos para o Mundial".

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Dúvidas sobre Guedes e Pote: "A informação mais recente indica que Pedro Gonçalves e Gonçalo Guedes estão aptos para treinar. Não existe qualquer risco e vamos prosseguir com o treino habitual, avaliando a situação mais uma vez depois".

Objetivos no jogo: "Prosseguir com o nível de exibição semelhante ao do México, que foi globalmente muito favorável. Formámos uma equipa capaz de aplicar os princípios que treinámos. Março representa um mês complicado. Presentemente estamos na fase decisiva, é sempre positivo preservar a baliza inviolada, mas também urge gerar mais chances de golo, 10 remates frente ao México não foi negativo, contudo só três enquadrados é pouco. Precisamos de melhor explorar a nossa qualidade individual".

João Pinheiro pode ser o árbitro português na fase final: "É fundamental termos referências, isso faz toda a diferença. O labor de João Pinheiro serve de exemplo para os árbitros emergentes e ajuda a consolidar a imagem do árbitro português na Europa e no mundo. É louvável que os nossos árbitros atinjam o topo. Desejo que tudo corra bem para ele".

Como fazer gestão querendo vencer o jogo: "Trata se de uma observação pertinente, não podemos recorrer às substituições só por fazê lo, urge monitorizar o decorrer do encontro, que pode evoluir e exigir adaptações. O propósito desta fase não reside em vencer os dois jogos, mas sim no desenvolvimento dos jogadores. O valor de envergar a camisola de Portugal. No México, experimentei manter a mesma formação no início e no fim, após sete trocas, e resultou bem. É encorajador pois demonstra a habilidade dos atletas em assimilar os conceitos, colocá los em prática no terreno e também é crucial que a preparação para o Mundial seja impecável. Realizámos treinos ao nível do mar, jogámos em altitude e num cenário adverso no México.

Agora defrontamos outra formação da CONCACAF com um estilo distinto e num pavilhão coberto similar aos dois jogos em Houston. A preparação visa introduzir a complexidade que o torneio trará, contudo o foco permanece no rendimento dos jogadores. Confio plenamente neles, gostaria que todos obtivessem tempo de jogo, após o treino de hoje faremos a avaliação, evitando riscos desnecessários, mas buscando novas abordagens para definir a melhor convocatória para o Mundial. Sempre que um atleta representa Portugal, o objetivo é triunfar".

Novas regras no Mundial: "Não cabe a nós opinar se aprovamos ou não. Creio que urge progredir com os tempos. Julgo justo aplicar em todos os jogos e não apenas quando há pausas para hidratação. Os adeptos devem compreender que o futebol está a evoluir, esta será uma interrupção tática oficial de três minutos. Assim como no futsal, basquetebol ou andebol, o ritmo pode alterar o rumo do jogo. Acredito que as partidas mudarão com estas pausas. Importa termos total capacidade para ajustar e modificar aspetos durante a ação. Ter a possibilidade de interromper e comunicar com os jogadores oferece uma excelente oportunidade para transmitir mensagens claras. Com cinco substituições, 11 titulares, duas pausas e essas cinco mudanças, o jogo tornar se á mais tático do que nunca".

Condições climatéricas com viagens e calor no Mundial: "Pergunta interessante. Não dá para nos prepararmos para tudo, é inviável. Não podemos prever uma tempestade que obrigue a suspender o treino ou o jogo. Temos de alterar a mentalidade, estar prontos para mobilizar o talento e a comunicação para vencer sob qualquer condição. No Catar, os jogadores usaram o mesmo colchão ao longo do torneio. Agora enfrentamos um campeonato em três nações, com fusos horários variados, climas distintos e urge mudar a abordagem para estarmos equipados para qualquer contratempo".

Estado atual da seleção norte-americana: "Trabalho no futebol de seleções há 10 anos. Uma lição que retirei é que nunca se deve julgar uma equipa em março. O motivo é que o grupo só se reúne após cinco meses de separação, a última paragem internacional foi em novembro, e em março realizam se jogos preparatórios, com alguns atletas a recearem lesões. Os Estados Unidos formam uma equipa bem orientada, conheço o esforço de Mauricio Pochettino há anos, ele possui grande clareza no seu método. Capaz de vencer o Uruguai por 5 1, o que ocorreu com a Bélgica (derrota por 2 5) é típico de março. Na primeira parte houve equilíbrio, na segunda a precisão belga prevaleceu. Não dou grande peso aos resultados de março".

Ancelotti considera que quem vai ganhar o Mundial é quem sofrer menos golos: "No futebol, se marcamos mais golos que o oponente, vencesse o jogo. Depende do estilo e das ideias. É simples vencer mantendo a defesa sólida e explorando chances para marcar, mas se consegues superiorizar te em golos, também triunfas. Existem múltiplas maneiras de vencer, o essencial é excelência na tua abordagem".

Brasil com dependência do Neymar, sente o mesmo com Cristiano Ronaldo?: "Cada balneário é único. Vocês, jornalistas, analisam as estrelas de fora para dentro. Posso referir me a Cristiano Ronaldo, é o nosso capitão, um modelo, um atleta de 41 anos com vontade constante de evoluir. Fora de campo é um líder excecional, motivação para os mais jovens na seleção, indica o percurso e os princípios da equipa. Em campo é um ponta de lança que facturou 25 golos nos derradeiros 30 encontros. Avaliamos todos os elementos diariamente e a exigência para integrar a seleção é absoluta, para todos".

EUA com dificuldades contra equipas europeias: "As estruturas que a Federação de Futebol dos EUA erige em Atlanta, tudo parte da base. A análise face a equipas europeias carece de contexto, os duelos em grandes competições ou amigáveis não se equivalem. O que importa é formar e aprimorar os jogadores para as demandas da equipa principal. No futebol internacional requer se adaptabilidade, por isso estamos aqui, pretendemos defrontar duas seleções da CONCACAF pois faltam nos essas vivências. Os EUA investem solidamente na infraestrutura futebolística e o porvir é promissor. Por vezes basta um pouco de fortuna num torneio maior para cativar gerações vindouras".

Estado físico de Cristiano Ronaldo antes do seu último Mundial: "Não me aventuro a prognosticar o seu futuro pois aprendi depressa a evitar previsões com Cristiano. Ele mantém se na elite ao esforçar se por ser o melhor cada dia. Sofreu uma lesão muscular, na próxima semana já deve regressar aos treinos coletivos. Não constitui grave problema, tal como para Nélson Semedo ou Rúben Dias, estas ocorrências são comuns. Cristiano é o nosso capitão, altamente influente, conquistámos a Liga das Nações graças à sua contribuição chave. Representa uma ameaça na área, a sua determinação inspira, deseja sempre progredir, chega primeiro e sai por último. Ninguém sabe qual será o seu fim".

Portugal entre os 5 favoritos a ganhar o Mundial: "Apenas as seleções com um título mundial no currículo merecem o estatuto de favoritas. Muitos fatores definem uma campeã do mundo. O talento é um, a confiança psicológica em que é viável vencer é outro. O debate é salutar, trata se de um Mundial onde importa triunfar nos três jogos iniciais e só então se avalias os candidatos. Apenas oito nações venceram um Mundial, essas podem ser vistas como contendentes em boa fase. Para nós, o nosso melhor foi um Euro e duas Ligas das Nações, no Mundial o pico foi o terceiro lugar em 1966, logo aproximamo nos com muita modéstia, talento abundante e dedicação dos jogadores. Devemos extrair o máximo dos três jogos para apurar o nosso potencial".

Se Ronaldo não for ao Mundial vai afetar o grupo?: "Como com qualquer jogador, até ao Mundial podem surgir imprevistos, como lesões ou forma física. Convém aguardar pela convocatória e a equipa fortalece se sempre com os integrantes num torneio de peso".