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Justiça bloqueia direitos da Eagle na SAF do Botafogo que procura novo investidor

Justiça bloqueia direitos da Eagle na SAF do Botafogo que procura novo investidor

Textor e a multinacional Eagle Football Holdings Bidco, entidade através da qual o norte-americano comprou o emblema carioca em 2022, estão agora envolvidos numa disputa judicial, num contexto de sérias dificuldades financeiras vividas pelo Botafogo.

Na passada quarta-feira, a SAF do Botafogo (Sociedade Anónima do Futebol, órgão de gestão do emblema) anunciou ter apresentado um pedido de recuperação judicial ao tribunal e pediu igualmente a suspensão temporária dos direitos de voto da Eagle Bidco enquanto acionista maioritária, acusando a empresa de "impedir" a entrada de novos recursos financeiros no emblema.

Uma decisão judicial "determinou a suspensão dos direitos políticos da Eagle, proibindo a sua interferência nas deliberações societárias, incluindo a nomeação de Durcésio Andrade Mello como administrador interino, com o mandato de restabelecer a estabilidade administrativa, garantir a continuidade operacional e facilitar soluções para o reequilíbrio financeiro da empresa", afirmou o emblema num comunicado divulgado esta terça-feira.

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Durcésio assumiu o comando após Textor ter sido afastado na noite de quinta-feira por um tribunal arbitral, o que representa mais uma frente na disputa em curso entre o empresário norte-americano e a Eagle Bidco, uma decisão da qual o emblema pretende recorrer.

O Botafogo também terá de convocar, em até dez dias, uma assembleia para eleger quem será o responsável pela sua gestão.

O comunicado saudou a decisão desta terça-feira como "um passo fundamental" para a resolução da "insegurança jurídica e operacional" e para "atrair investimentos, concluir negociações estratégicas e honrar compromissos essenciais, como os pagamentos de atletas, funcionários e prestadores de serviços".

A chegada de Textor revitalizou um emblema que enfrentava sérias dificuldades financeiras, levando, em última análise, o Botafogo a conquistar o Brasileirão e a Copa Libertadores em 2024.

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No entanto, o colapso da Eagle Football Holdings Bidco, que detém participações maioritárias no Botafogo, no Lyon e no Molenbeek, da Bélgica, introduziu novas dificuldades.

A holding mergulhou numa crise em meio ao crescente escrutínio em relação à gestão do empresário norte-americano.

A Eagle Football Holdings Bidco, actualmente sob administração judicial em Inglaterra, anunciou recentemente que procura vender os três emblemas.