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Flashback: Lisboa 2014, o sonho do Atlético quebrado nos descontos

Flashback: Lisboa 2014, o sonho do Atlético quebrado nos descontos

Seguiu o decorrer do encontro

Para Diego Pablo Simeone, a Liga dos Campeões representa uma aspiração permanente, não algo passageiro. Desde que tomou as rédeas do Atlético de Madrid, garantir vaga na elite do futebol europeu passou a ser norma, algo rotineiro. Hoje encarado como óbvio, mas antes da sua era, longe disso para o emblema rojiblanco.

No meio desta persistência continental, há uma cicatriz que persiste aberta: a final de 2013/14 em Lisboa. O Atlético lá chegou após uma temporada excecional, coroada com o título da LaLiga sobre Barcelona e Real Madrid.

Um conjunto coeso, combativo, moldado pela filosofia de El Cholo, apto a rivalizar com os colossos inclusive no ânimo. Oponente era o Real Madrid de Carlo Ancelotti, ansioso pela sonhada Décima, prémio caçado por quase três décadas, virando quase fixação para o emblema blanco.

O encontro iniciou com um revés grave: em pouco mais de dez minutos, Diego Costa teve de sair lesionado. Decisão imposta que limitou as substituições e o controlo da partida, ainda que por extensos momentos o equilíbrio colchonero não mostrasse fragilidades.

O Atlético aguentou, penou, pressionou. O tento decisivo veio de Diego Godín, golo que aparentava selar a contenda. O grupo de Simeone guardou a baliza de modo disciplinado, unido, e por quase 90+3 minutos acalentou uma aspiração ao alcance. Contudo, surge o instante transformador.

Cabeçada de Ramos

No coração do tempo extra, instantes antes do fim, um livre de canto do Real Madrid marcou época: Sergio Ramos elevou se e cabeceou para o empate. Minuto 90+3, ou 90+2' e Ramos, disparo que leva o duelo ao tempo adicional, abalando o tom afetivo e a resistência do Atlético.

O plantel de Simeone surgiu exausto, no corpo e na mente: não previa estender o esforço por mais trinta minutos. Deste modo, o Real Madrid dominou e facturou logo com Gareth Bale, seguido de Marcelo. Cristiano Ronaldo convertou um penalti, celebrado de modo memoravelmente excessivo, intensificando o abalo sentimental de uma velada gravada nas memórias de Madrid e do futebol europeu.

Os detalhes, os contratempos como o mazelo inicial de Diego Costa e a posterior poupança de forças, revelam se cruciais na análise da contenda. Porém, sem o cabeceamento de Ramos no derradeiro fôlego, o relato poderia exibir um fim bem distinto, outorgando ao Atlético de Madrid o seu primeiro título na Liga dos Campeões.

Primeiro que ainda tarda. E que Simeone prossegue a caçar, ano tras ano, entre retornos, fases e frescos embates europeus, como o que desde esta noite coloca os seus jogadores perante o Arsenal: outro clímax em perspetiva... Acertará desta feita?